Sejam bem vindos ao meu velório de corpo presente e peço que bebam mais uma vez do meu sangue, seus vampiros. Se bem me lembro do ódio que irriga minha carne e sustenta meu corpo, todos vocês aqui, sem exceção dele já bebericaram, talvez por compartilharem a minha doença que destruiu minha juventude como um câncer bem alojado na minha coluna cervical, me deixando primeiramente paralítico ante a doença em si e depois me negando os mais doces desejos carnais, para que terminasse me mantendo em cárcere dentro de meu próprio quarto, com meu pau na mão e assistindo a despedida repetida daquelas que eu amaria se ficassem um pouco mais em minha vida.
Seus rostos nublam a paz de transcender, pois cada um de vocês está impregnado com o mesmo nome que o meu, nos tornando família e ao mesmo tempo deturpando esse sentido de parentesco para uma tortura enebriante dos meus sentidos. Sem saber o que sou, me confundo em suas suspeitas sobre minha sexualidade ou sobre os abusos que cometi ou não aos tantos jovens que em minha vida passaram. As drogas que segundo vocês eu consumo, não me entorpecem mais, talvez por que nem mesmo a ilusão do vício pode me trazer paz notória. Sou o mal falado dentre todos vocês, pela boca do meu caçula ouço apenas que sou vagabundo, preguiçoso ou até mesmo um fodido qualquer. Da progenitora, que se vangloria de meus fracassos e aplaude hoje seus cinquenta anos de maldição, apenas ouvi ameças e fracas acusações de feitos tão impróprios.
Bem, agora estou morto, mas ainda sinto em mim a sujeira do nome que compartilhamos e a doença que ele nos traz, pois bem vejo diante do véu que cai, suas podres melancolias expostas e seus passados com prostitutas, viciados e agiotas, tudo isso enfeitado de loucos esquizofrênicos que humildemente morrem sem ter nenhum amparo de seus irmãos, atropelados na sarjeta úmida ou abandonados num asilo.
Em tempos mais áureos nos reuníamos juntos em baixo de um pé de carambola e contávamos histórias, mas nem isso temos mais, pois vendemos tudo que temos por não progredir e nem elaborar melhor seus próprios desejos. Somos vitimados do fracasso de um escravo liberto e uma jovem tola, que deu origem a uma geração tão torpe que me envergonha com todos seus planos medíocres e suas palavras gastas.
Morro temeroso, pois se carregar em minha lápide qualquer menção dos meus antepassados, prefiro fazer como um tio meu e sumir indigente.
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
As coisas que deixamos pelo caminho
Mais um copo de alguma coisa doce, parece vodca com frutas, mas na verdade é só mais um dos anestésicos que eu tomo para fingir que não ligo. O quarto está escuro, tirando a luz que nunca se apaga do outro lado da rua e esses mil vagalumes que alguém escondeu para me lembrar de dias de primavera, onde não havia nada errado e os segredos ainda estavam verdes demais para ocasionalmente tornarem-se mentiras emolduradas. Tudo era diferente. Meu quarto, teu beijo e os poemas, tudo parecia ter mais vida, mas alguém esqueceu de dizer sobre o inverno e a maturidade que temos que ter. Alguém esqueceu de contar sobre a culpa e os fantasmas, que vem e vão enquanto mais corpos nus efeitam a sua rua.
Era uma piada que te fazia rir ou um texto que lhe deixava corada e eu não era um qualquer vulgar, mas algo entre o Don Juan e um cavalheiro vestido em metal reluzente, que estava diante do armagedom para salvar você antes do último suspiro, até que você olhou pro lado e viu que era carne e fiasco que recobriam meus sonhos, desistindo então daquilo que lhe dava sentido nas noites de lua cheia. Chegamos a embalar vidas em seu ventre e enganar os grandes mestres disso e daquilo, mas nem isso significou alguma coisa quando o acidente se assombrou.
Dou outro gole nesse mordaz companheiro enquanto você está ai, distante com seus amigos, rindo ou chorando, ainda não sei bem. Das suas novidades eu não ouço nada e dos seus sonhos, sei apenas de medos que eu tantas vezes afugentei com minha mão mesmo. E dos outros, desses eu não sei mais nada, por que então me perguntar se um dia vamos estar na mesma mesa, diante de nosso pecado?
Felicidade é outro feitiço para me sentir mais culpado com tudo que não acabou para nós, mas o que importa é que ainda há o outro dia e mesmo essa cara amarrada no espelho vai melhorar quando chegarem os presentes e os amigos, pois é dia de apagar o passado, as velas e começar a reinventar um novo lugar para se estar.
Era uma piada que te fazia rir ou um texto que lhe deixava corada e eu não era um qualquer vulgar, mas algo entre o Don Juan e um cavalheiro vestido em metal reluzente, que estava diante do armagedom para salvar você antes do último suspiro, até que você olhou pro lado e viu que era carne e fiasco que recobriam meus sonhos, desistindo então daquilo que lhe dava sentido nas noites de lua cheia. Chegamos a embalar vidas em seu ventre e enganar os grandes mestres disso e daquilo, mas nem isso significou alguma coisa quando o acidente se assombrou.
Dou outro gole nesse mordaz companheiro enquanto você está ai, distante com seus amigos, rindo ou chorando, ainda não sei bem. Das suas novidades eu não ouço nada e dos seus sonhos, sei apenas de medos que eu tantas vezes afugentei com minha mão mesmo. E dos outros, desses eu não sei mais nada, por que então me perguntar se um dia vamos estar na mesma mesa, diante de nosso pecado?
Felicidade é outro feitiço para me sentir mais culpado com tudo que não acabou para nós, mas o que importa é que ainda há o outro dia e mesmo essa cara amarrada no espelho vai melhorar quando chegarem os presentes e os amigos, pois é dia de apagar o passado, as velas e começar a reinventar um novo lugar para se estar.
terça-feira, 23 de julho de 2013
Paraíso de um Cafetão
A deprimente foto em meu mural tem o sabor amargo da erva que você usa para não se sentir tão suja e enquanto eu vendo um pouco do meu sonho em texto, ai está você em alguma cidade perdida entre o aqui e o baiano, dando o que um dia foi prometido pra ser apenas meu e sem vergonha me conta que tudo isso é culpa da minha desistência, quando você mesmo me disse adeus.
Aliança no dedo não impediu que nos tornássemos estrelas decadentes em meio a um oceano de palavras não correspondidas e tatuagens escondidas, como se assim, ainda pudéssemos acreditar que a carne ainda nos pertencesse depois de tanta venda no escuro. E mesmo assim as lágrimas que valem ouro, são tão bem escondidas sob o sorriso do indevido que tudo parece mais reluzente.
Ao som da pélvis surrando suas ancas e a fumaça verde que solta a cada vez que traga mais um dos entorpecentes que te abrandam a falta do óbvio, me fazem cair de piedade por sua covardia em seguir como os peregrinos que viajam por amor. É tão débil a tua falta de amar, que a chuva que cai me faz lembrar do quanto você desperdiça.
É o paraíso de um cafetão, perdida nas mãos de algum homem mais velho e seus vícios ou então dando o que não era seu para satisfazer o próximo enquanto aumenta a distancia e se vai pra mais longe de meus olhos caídos de quem já provou do mundo o amor que você um dia almeja encontrar. E por fim eu temo a piedade que eu lhe entrego, pois sei que é só uma sombra da mulher que deveria ter sido.
Aliança no dedo não impediu que nos tornássemos estrelas decadentes em meio a um oceano de palavras não correspondidas e tatuagens escondidas, como se assim, ainda pudéssemos acreditar que a carne ainda nos pertencesse depois de tanta venda no escuro. E mesmo assim as lágrimas que valem ouro, são tão bem escondidas sob o sorriso do indevido que tudo parece mais reluzente.
Ao som da pélvis surrando suas ancas e a fumaça verde que solta a cada vez que traga mais um dos entorpecentes que te abrandam a falta do óbvio, me fazem cair de piedade por sua covardia em seguir como os peregrinos que viajam por amor. É tão débil a tua falta de amar, que a chuva que cai me faz lembrar do quanto você desperdiça.
É o paraíso de um cafetão, perdida nas mãos de algum homem mais velho e seus vícios ou então dando o que não era seu para satisfazer o próximo enquanto aumenta a distancia e se vai pra mais longe de meus olhos caídos de quem já provou do mundo o amor que você um dia almeja encontrar. E por fim eu temo a piedade que eu lhe entrego, pois sei que é só uma sombra da mulher que deveria ter sido.
sábado, 22 de junho de 2013
Desabafo
Eu estou aqui, diante de tudo que cai, longe de tudo que faz sentido, talvez até um tanto ferido e definitivamente perdido. Foram tantas as mulheres na minha cama e as mentiras que eu contei, as bocas que eu beijei e os segredos que formentei só para ter a impressão de liberdade estonteante que os romances me causavam, enquanto eu me perdia no ápice de sua despedida sem um beijo.
Não desejo luxo ou lixo, mas gozar essa noite teria sido bom, pois não sei ouvir seus elogios tão camuflados em clarezas e jogos de azar, mas aos teus orgasmos eu indentifico com uma maestria pessoal, como um artista vê uma obra de arte.
É clara a baixaria que se encontra em minha lingua afiada pelo metal da luxúria incandecente que desce aos céus toda vez que sinto o arrepio de sua pele ao encontrar o toque tremulante dos meus dedos que em inveja por não terem sido os primeiros a navegar em tua gruta chamada de vagina.
A mórbida sensação que teu silêncio cor de pessêgo me causa, traz na memória o desconforto que senti diante de tua grandeza quando mostrou-se uma mulher em que eu não podia confiar, já que em tuas notícias existiam a capacidade de maquiar os fatos, bem como maquia a intenção e o propósito.
Desejava mais afagos de doces palavras tua boca mistério, mas ao invés de ajoelhar eu me rebelo contra o cortejo de Vinícius, que me diz os segredos de como ter uma mulher e não só a sombra de um espinho doloroso que recorre ao sárcasmo para destilar teu desejo infame em desprezar o macho que te toma por audácia tua moral e a fode.
Em término de festa digo que todo amor arde como o coração de um irlandês, mas se é duradouro ninguém sabe ao certo, pois tudo que temos entre a maquiagem de tuas omissões e a expectativa de Toquinho, são palavras repetidas até mesmo pelo papagaio careca que ostenta como seu amigo em dias de véspera.
sábado, 1 de junho de 2013
O meu mundo
Imaginem aquela pele macia que gosta de acariciar, a lua e o vinho acompanhados da boca seca pelo desejo de possuir o próximo, num surto de unhas e dentes desesperados por compreensão mútua na carne da presa. O puro sexo, sem a poesia da Cidade dos Anjos, mas com o sabor de uma volta em Paris no outono, em um quarto apertado ou entre os lençois de seda do mirante que brilha no horizonte, numa noite tão envolvente.
Em minha vida eu me embebedei com as cascatas do néctar libidinoso das vaginas que se abriram pra mim e as fodi com todo o vigor que eu poderia e me desculpem os mais conservadores, mas sempre acreditei que a função do sexo eram gozos e sussurros bem projetados e quem sabe o que viria em seguida, mas ao amor nunca deixei de debitar meu apreço por ele, podendo ter amado a minha maneira cada uma das mulheres com quem dividi meus imorais desejos e a vida foi por uma década prazeres, sussurros e gozo deixando impresso pelo corpo os autógrafos de minhas musas, todas tão traiçoeiramente belas em seu gênero e como eu as amei, por um profundo momento.
Seus nomes ainda estão em minha mente e algumas ainda frequentam minha memória nas noites de solidão em que me possuio em sua intenção, sem vergonha de admitir meus atos infames ou até mesmo os atos honrados que mostravam os erros apagados e os desejos semi mortos, iluminando todo o mortuário das declarações rasgadas pela sua fúria. Eu as amei e as desamei, reaprendendo sobre o futuro e amargando um templo de solidão comum aos que tem fraco em vaginas diferenciadas.
Hoje vejo que amo e que amei mais que imaginava e resisti bem menos do que os loucos expeculam, mas o que importa não são as lágrimas, pois essas secam e secaram através dos anos e em cada amor que eu vivenciava, mas os sorrisos e os dias em que vimos filmes juntos ou por telefone ou das brincadeiras e músicas que só funcionam com nossa voz e mãos, tudo isso resume em si o meu mundo e meus amores. Agora tenho um nome gravado como tatuagem em meu peito e sei que como outros ele irá lá permanecer até o fim dos meus dias.
E se especula sobre o vazio dos outros amores e para onde meus olhos apontam nesse momento, digo que ainda sou o mesmo e ainda sinto o vazio, mas ele se preenche a cada segundo em que faço sexo, amor ou fodo com força. Esse é o segredo, amar o que tem para ser amado e não mais esperar do sexo, pois dele só tem que ser bom ou o melhor, depende do seu potencial.
Em minha vida eu me embebedei com as cascatas do néctar libidinoso das vaginas que se abriram pra mim e as fodi com todo o vigor que eu poderia e me desculpem os mais conservadores, mas sempre acreditei que a função do sexo eram gozos e sussurros bem projetados e quem sabe o que viria em seguida, mas ao amor nunca deixei de debitar meu apreço por ele, podendo ter amado a minha maneira cada uma das mulheres com quem dividi meus imorais desejos e a vida foi por uma década prazeres, sussurros e gozo deixando impresso pelo corpo os autógrafos de minhas musas, todas tão traiçoeiramente belas em seu gênero e como eu as amei, por um profundo momento.
Seus nomes ainda estão em minha mente e algumas ainda frequentam minha memória nas noites de solidão em que me possuio em sua intenção, sem vergonha de admitir meus atos infames ou até mesmo os atos honrados que mostravam os erros apagados e os desejos semi mortos, iluminando todo o mortuário das declarações rasgadas pela sua fúria. Eu as amei e as desamei, reaprendendo sobre o futuro e amargando um templo de solidão comum aos que tem fraco em vaginas diferenciadas.
Hoje vejo que amo e que amei mais que imaginava e resisti bem menos do que os loucos expeculam, mas o que importa não são as lágrimas, pois essas secam e secaram através dos anos e em cada amor que eu vivenciava, mas os sorrisos e os dias em que vimos filmes juntos ou por telefone ou das brincadeiras e músicas que só funcionam com nossa voz e mãos, tudo isso resume em si o meu mundo e meus amores. Agora tenho um nome gravado como tatuagem em meu peito e sei que como outros ele irá lá permanecer até o fim dos meus dias.
E se especula sobre o vazio dos outros amores e para onde meus olhos apontam nesse momento, digo que ainda sou o mesmo e ainda sinto o vazio, mas ele se preenche a cada segundo em que faço sexo, amor ou fodo com força. Esse é o segredo, amar o que tem para ser amado e não mais esperar do sexo, pois dele só tem que ser bom ou o melhor, depende do seu potencial.
terça-feira, 30 de abril de 2013
No Cais de Nana
Cruzando o tempo de uma vida, eu me perdi num curto espaço de tempo, onde tive em meus braços a forma tão vaidosa do desejo. Foi ela a minha primeira mulher de verdade, tendo todos os atributos de mãe, que tornaram meu bem querer quase um desejo de Édipo, pois era impossível não negar o fato que era dela o meu corpo e minha vontade de menino.
Nana me hospedou em seu caís musical para que eu me deleitasse dos romances que ela cantava em meu rádio, mas na boca desta mulher eu pintei o azul do céu e deixei que ela imprimisse em minha pele as suas marcas de onça pintada que eram ao mesmo tempo tão doces e tão vorazes, dando ao ato um tom bem menos profano que minhas palavras podem descrever.
Nos teus braços me senti entregue no sabor das ondas tranquilas, como se não precisasse de paixão para ser feliz, mas daquele sentimento estranho chamado amor, que não te exige e nem te machuca, mas te preenche com uma alegria estranha ao ver apenas o sorriso ou sentir o toque tão doce ou até selvagem da mulher que ali está. Enquanto os críticos se perguntam por que eu não falo do seu sexo, apenas digo que com ela, não é sexo em si, mas uma coisa entre isso e aquilo que eu e outros poetas tanto descrevemos.
Não sou mais um poeta tão bom por que esse amor tem implicações jurídicas em meu ser tão grandes que cato palavras e camuflo outras tão certas e que não caberiam numa relação mais madura, apenas em surtos adolescentes tão perigosos para nosso segredo de Estado. Já que os olhos tão recriminadores parecem me crucificar como um pecador, deixo apenas um olhar para o por do sol no nosso caís particular, onde posso ser teu e você por um momento ser de alguém além de si mesma.
Claro que falo de olhos, palavras e outras coisas, quero te dizer que não quero mais ser discreto em tua presença ou abafar meus poemas com palavras de Nana ou qualquer outro Caymmi ou Lins. Quero te amar, te tocar e fazer uma farra particular contigo, apenas enquanto não nasce o sol do dia em que você vai para sua casa.
Nana me hospedou em seu caís musical para que eu me deleitasse dos romances que ela cantava em meu rádio, mas na boca desta mulher eu pintei o azul do céu e deixei que ela imprimisse em minha pele as suas marcas de onça pintada que eram ao mesmo tempo tão doces e tão vorazes, dando ao ato um tom bem menos profano que minhas palavras podem descrever.
Nos teus braços me senti entregue no sabor das ondas tranquilas, como se não precisasse de paixão para ser feliz, mas daquele sentimento estranho chamado amor, que não te exige e nem te machuca, mas te preenche com uma alegria estranha ao ver apenas o sorriso ou sentir o toque tão doce ou até selvagem da mulher que ali está. Enquanto os críticos se perguntam por que eu não falo do seu sexo, apenas digo que com ela, não é sexo em si, mas uma coisa entre isso e aquilo que eu e outros poetas tanto descrevemos.
Não sou mais um poeta tão bom por que esse amor tem implicações jurídicas em meu ser tão grandes que cato palavras e camuflo outras tão certas e que não caberiam numa relação mais madura, apenas em surtos adolescentes tão perigosos para nosso segredo de Estado. Já que os olhos tão recriminadores parecem me crucificar como um pecador, deixo apenas um olhar para o por do sol no nosso caís particular, onde posso ser teu e você por um momento ser de alguém além de si mesma.
Claro que falo de olhos, palavras e outras coisas, quero te dizer que não quero mais ser discreto em tua presença ou abafar meus poemas com palavras de Nana ou qualquer outro Caymmi ou Lins. Quero te amar, te tocar e fazer uma farra particular contigo, apenas enquanto não nasce o sol do dia em que você vai para sua casa.
segunda-feira, 1 de abril de 2013
there is a light that never goes out
Um dia ela me disse que a menina pura agora fuma e gostava de foder, sentir o pau na buceta e sentir arder. Nesse dia eu remoí, excitei e gozei dentro da esfera paradoxalmente quadrada que é meu viveiro de mentiras propositalmente bem feitas
De tão perplexo com o conto de fadas que amadurecia em minha frente, corri atrás de meu reflexo que minha memória costumeiramente chama de pai e lá me deparei com mais sexo sem o uso de meu pau, tornando-me mais um admirador de surubas suburbanas cheia de cabelos com Koneles e belas Beyoncés, tão descomplicadamente vulgares que inclinei meu rosto para o lado e vomitei mais um desses textos piegas.
Foi isso, nessa noite a maconha e o sexo tomaram meu sono e saliva causando-me um asco viral que entorpeceu todo meu corpo até me tornar o herdeiro de uma timidez patológica. Eu me vi enlouquecido por desenhar em sombras as fumaças do baseado e o contorno do ânus branco de minha valkiria, que eu pretendo penetrar no caminhar de cinco luas cheias em meu céu estrelado.
Cheio da religião que não é aceita em Portugal e dos teus mitos de homens deformados e gigantes de gelo, aproximei meu joelho de um lugar que me aceite como rei e não servo, mas apenas me deparei com outra Vanessa louca que ouve vozes em sua cabeça e me diz em tom tão nacionalista: Tem uma luz que nunca se vai. Me apanho apavorado e descubro que é de Morrissey que temo, pois ele me aponta os erros de Willian, perdoa Jesus e ainda abre seus braços para que eu peça sem pensar no que eu mais desejar.
Os pontos e virgulas incertos dessa oração tão imprudente que cantarei ao teu ouvido enquanto te chupo, te fumo e te como, apenas para esquecer o ciúmes ocasional que tenho do Douglas que agora repousa seu membro onde costumava ser minha gruta. Um mundo todo para me esconder e fantasiar enquanto sou tomado por todas as drogas, já que do pó viemos a ele recorreremos quando a realidade não comportar amigos do inferno e outros tantos milhonários do baú e seus conselhos sombrios, que mordem uns aos outros enquanto aquela luz eterna brilha iluminando nossas imperfeitas agonias de adolescentes aos vinte e poucos anos.
De tão perplexo com o conto de fadas que amadurecia em minha frente, corri atrás de meu reflexo que minha memória costumeiramente chama de pai e lá me deparei com mais sexo sem o uso de meu pau, tornando-me mais um admirador de surubas suburbanas cheia de cabelos com Koneles e belas Beyoncés, tão descomplicadamente vulgares que inclinei meu rosto para o lado e vomitei mais um desses textos piegas.
Foi isso, nessa noite a maconha e o sexo tomaram meu sono e saliva causando-me um asco viral que entorpeceu todo meu corpo até me tornar o herdeiro de uma timidez patológica. Eu me vi enlouquecido por desenhar em sombras as fumaças do baseado e o contorno do ânus branco de minha valkiria, que eu pretendo penetrar no caminhar de cinco luas cheias em meu céu estrelado.
Cheio da religião que não é aceita em Portugal e dos teus mitos de homens deformados e gigantes de gelo, aproximei meu joelho de um lugar que me aceite como rei e não servo, mas apenas me deparei com outra Vanessa louca que ouve vozes em sua cabeça e me diz em tom tão nacionalista: Tem uma luz que nunca se vai. Me apanho apavorado e descubro que é de Morrissey que temo, pois ele me aponta os erros de Willian, perdoa Jesus e ainda abre seus braços para que eu peça sem pensar no que eu mais desejar.
Os pontos e virgulas incertos dessa oração tão imprudente que cantarei ao teu ouvido enquanto te chupo, te fumo e te como, apenas para esquecer o ciúmes ocasional que tenho do Douglas que agora repousa seu membro onde costumava ser minha gruta. Um mundo todo para me esconder e fantasiar enquanto sou tomado por todas as drogas, já que do pó viemos a ele recorreremos quando a realidade não comportar amigos do inferno e outros tantos milhonários do baú e seus conselhos sombrios, que mordem uns aos outros enquanto aquela luz eterna brilha iluminando nossas imperfeitas agonias de adolescentes aos vinte e poucos anos.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Vicio
Primeiramente quero dizer que sou uma voz sem dono na cidade maravilhosa, que vaga perdido e insone a procura do vestígio de sanidade que ainda possa existir perdido nas esquinas sujas que costumo frequentar. Noite passada deixei que ele viesse de novo, com sua seringa e mais uma vez tomasse minha alma com lábios de bourbon invadindo minhas intimidades, infectando com seu veneno perolado que preenche minhas cavidades e entorpece meus sentidos.
Eu não sei seu nome e nem sei se existe ou se está dentro das minhas ilusões, mas desde a primeira vez que fui tomada pela infâmia leitosa de seu ereto membro negro deixei minha educação de dama para me assombrar como sua puta, entregando pra ele e seus amigos todo meu pudor. Eu fui além da sanidade só para provar o que vem além do prazer e talvez eu tenha desperdiçado os blues do Djavan, que tanto me foram companhia solitária nas noites que suas mãos não testavam meus limites.
Seu veneno foi tão intenso que cresce em mim uma força que em breve irá romper minha adorável morada, me fazendo ver o quanto baixo eu fui e quantos os meus números passaram do que deveria ser. Ser sua mulherzinha me custou a liberdade, o dia seguinte e outros sonhos que eu nunca vou realizar, pois estarei desacordada tentando me reabilitar dos danos da droga branca que você me viciou e da qual não consigo mais me desvencilhar.
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Conversando sobre o trakinas
Jamais pensei em tornar meu blog um diário virtual e compartilhado, mas relendo minhas antigas amarguras foi o que eu fiz, talvez por que descobri que chateação compartilhada é melhor que ficar amargurado no quarto ou quem sabe chapado por ai a mercê do acaso.
A verdade é que aqui eu chorei minhas perdas,contei enfátimamente as minhas transas e ousei a dar detalhes do meu corpo de forma explícita, receio até que possa ter chocado muito os poucos leitores fiéis que esse blog tem, mas fazer o que se eu sou exibido mesmo e dentro de mim exista alguém que ama chamar a atenção, que gosta de causar as mais fortes idéias na mente de alguém... eu sou assim.
Mas esse não é apenas o único eu que existe neste móbile perdido dentro de um furacão e dentre as mil putarias, das centenas de loucuras suburbanas que eu cometo no meu cotidiano complexo ainda existe um homem, que não tem sempre as mais maduras as atitudes, mas deixa dentro arder um coração que manipula todo o andar vagabundo desse corpo vadio, as vezes tão cansado de se repetir.
Desdobrando-me em meu baú de histórias descobri uma criança e um homem em eterno conflito para ver quem é o melhor senhor da minha vida e sem ao menos me questionar, ambos tomavam para si o direito de reger minhas escolhas, das roupas ao trabalho e nesse caos notei que eu mesmo crescia, as vezes bem torto para uma amplitude indefinida que me meteu tanto medo, que de imediato desci e fui brigar com ambos e dentre os cortes que eu lhes causava vi meu corpo ser o maior flagelado e então parei e os encarei de frente, como se deve enfrentar uma besta e vi nos seus olhos o meu reflexo e então notei que a criança nada mais era o menino que se perdeu em mim num passado e o homem é nada menos que aquelas aspirações ainda não realizadas.
Ali conheci o que em mim existia e com a criança voltei a rir e a acreditar em sonhos e já com o homem aprendi a tornar inspirações em realidade, textos e a dar pra criança o abrigo que o menino precisa pra não ser mais tão mimado e poder deixar o meu corpo descansar em um momento de sobriedade nos meados dos meus 23 anos.
Hoje escrevo sobre mim e sem vergonha me desnudo diante dessas palavras mais uma vez, só que com mais certeza do que sou e falo, pois pela primeira vez posso dizer que conheço melhor esse tal de trakinas e sei todas as coisas boas e ruins que ele se causa e que ele causa aos presentes. Uma boa noite senhores do júri.
A verdade é que aqui eu chorei minhas perdas,contei enfátimamente as minhas transas e ousei a dar detalhes do meu corpo de forma explícita, receio até que possa ter chocado muito os poucos leitores fiéis que esse blog tem, mas fazer o que se eu sou exibido mesmo e dentro de mim exista alguém que ama chamar a atenção, que gosta de causar as mais fortes idéias na mente de alguém... eu sou assim.
Mas esse não é apenas o único eu que existe neste móbile perdido dentro de um furacão e dentre as mil putarias, das centenas de loucuras suburbanas que eu cometo no meu cotidiano complexo ainda existe um homem, que não tem sempre as mais maduras as atitudes, mas deixa dentro arder um coração que manipula todo o andar vagabundo desse corpo vadio, as vezes tão cansado de se repetir.
Desdobrando-me em meu baú de histórias descobri uma criança e um homem em eterno conflito para ver quem é o melhor senhor da minha vida e sem ao menos me questionar, ambos tomavam para si o direito de reger minhas escolhas, das roupas ao trabalho e nesse caos notei que eu mesmo crescia, as vezes bem torto para uma amplitude indefinida que me meteu tanto medo, que de imediato desci e fui brigar com ambos e dentre os cortes que eu lhes causava vi meu corpo ser o maior flagelado e então parei e os encarei de frente, como se deve enfrentar uma besta e vi nos seus olhos o meu reflexo e então notei que a criança nada mais era o menino que se perdeu em mim num passado e o homem é nada menos que aquelas aspirações ainda não realizadas.
Ali conheci o que em mim existia e com a criança voltei a rir e a acreditar em sonhos e já com o homem aprendi a tornar inspirações em realidade, textos e a dar pra criança o abrigo que o menino precisa pra não ser mais tão mimado e poder deixar o meu corpo descansar em um momento de sobriedade nos meados dos meus 23 anos.
Hoje escrevo sobre mim e sem vergonha me desnudo diante dessas palavras mais uma vez, só que com mais certeza do que sou e falo, pois pela primeira vez posso dizer que conheço melhor esse tal de trakinas e sei todas as coisas boas e ruins que ele se causa e que ele causa aos presentes. Uma boa noite senhores do júri.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
A minha versão do sonho
Então você está ai sentado de frente para o seu computador, lendo mais esse texto e avaliando a forma em que foi escrito, talvez tentando capturar uma idéia, quem sabe um fragmento útil, no meio de tantas mensagens fúteis, mas não venho te oferecer nada disso. Aqui hoje está meu desgosto exposto como uma mulher desprezada pelo parceiro, que se sexcita mais com uma partida de futebol que com o velcro que sua mulher ostenta bem aparado para ser usado e abusado.
Minha vida desata na amargura pelo fardo de não ter ainda realizado minha versão do sonho americano, que no caso inclui uma relação livre de regras que não nos sejam convenientes, uma casa ou melhor uma fortaleza que evitará a presença dos despresíveis e dos familiares e um poder que exalaria com o meu perfume, mostrando o tamanho do meu dote, que não se mediria apenas pelos 16cm, mas por toda a extensão do que eu posso fazer. Nesse sonho eu seria livre da régua, do pesar e da dúvida, seria mais parecido comigo e me casaria com quem quisesse ao luar e o divórcio seria no alvorecer seguinte, sem lágrimas ou dores já que teriam apenas amantes.
Diante das verdades chinesas que se aproximariam de minha convêniencia, eu não precisaria mais explodir em milhões de pedaços, apenas me conformaria e seguiria o dia como se ele fosse a primeira tulipa gelada que eu tomava na vida e todo o seu gosto diferente me traçaria o caminho de todo bom malandro. Sem rumo eu me aprumo mais que com todos esses recalques dos teus casos falidos de amor.
O que eu queria do sonho era a vontade de não ser mais avaliado e poder ir pra frente ou pra trás, dar ou comer e sem ninguém pra me dizer o que é moralmente correto pra um homem da minha estatura, cor e religião. Quero do sonho que ele venha pros meus braços e não se desperte no meio de contas e gravidez repentina, eu quero ser livre e tomar o mundo num gole só. Esse é meu sonho afinal.
Minha vida desata na amargura pelo fardo de não ter ainda realizado minha versão do sonho americano, que no caso inclui uma relação livre de regras que não nos sejam convenientes, uma casa ou melhor uma fortaleza que evitará a presença dos despresíveis e dos familiares e um poder que exalaria com o meu perfume, mostrando o tamanho do meu dote, que não se mediria apenas pelos 16cm, mas por toda a extensão do que eu posso fazer. Nesse sonho eu seria livre da régua, do pesar e da dúvida, seria mais parecido comigo e me casaria com quem quisesse ao luar e o divórcio seria no alvorecer seguinte, sem lágrimas ou dores já que teriam apenas amantes.
Diante das verdades chinesas que se aproximariam de minha convêniencia, eu não precisaria mais explodir em milhões de pedaços, apenas me conformaria e seguiria o dia como se ele fosse a primeira tulipa gelada que eu tomava na vida e todo o seu gosto diferente me traçaria o caminho de todo bom malandro. Sem rumo eu me aprumo mais que com todos esses recalques dos teus casos falidos de amor.
O que eu queria do sonho era a vontade de não ser mais avaliado e poder ir pra frente ou pra trás, dar ou comer e sem ninguém pra me dizer o que é moralmente correto pra um homem da minha estatura, cor e religião. Quero do sonho que ele venha pros meus braços e não se desperte no meio de contas e gravidez repentina, eu quero ser livre e tomar o mundo num gole só. Esse é meu sonho afinal.
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