Um dia ela me disse que a menina pura agora fuma e gostava de foder, sentir o pau na buceta e sentir arder. Nesse dia eu remoí, excitei e gozei dentro da esfera paradoxalmente quadrada que é meu viveiro de mentiras propositalmente bem feitas
De tão perplexo com o conto de fadas que amadurecia em minha frente, corri atrás de meu reflexo que minha memória costumeiramente chama de pai e lá me deparei com mais sexo sem o uso de meu pau, tornando-me mais um admirador de surubas suburbanas cheia de cabelos com Koneles e belas Beyoncés, tão descomplicadamente vulgares que inclinei meu rosto para o lado e vomitei mais um desses textos piegas.
Foi isso, nessa noite a maconha e o sexo tomaram meu sono e saliva causando-me um asco viral que entorpeceu todo meu corpo até me tornar o herdeiro de uma timidez patológica. Eu me vi enlouquecido por desenhar em sombras as fumaças do baseado e o contorno do ânus branco de minha valkiria, que eu pretendo penetrar no caminhar de cinco luas cheias em meu céu estrelado.
Cheio da religião que não é aceita em Portugal e dos teus mitos de homens deformados e gigantes de gelo, aproximei meu joelho de um lugar que me aceite como rei e não servo, mas apenas me deparei com outra Vanessa louca que ouve vozes em sua cabeça e me diz em tom tão nacionalista: Tem uma luz que nunca se vai. Me apanho apavorado e descubro que é de Morrissey que temo, pois ele me aponta os erros de Willian, perdoa Jesus e ainda abre seus braços para que eu peça sem pensar no que eu mais desejar.
Os pontos e virgulas incertos dessa oração tão imprudente que cantarei ao teu ouvido enquanto te chupo, te fumo e te como, apenas para esquecer o ciúmes ocasional que tenho do Douglas que agora repousa seu membro onde costumava ser minha gruta. Um mundo todo para me esconder e fantasiar enquanto sou tomado por todas as drogas, já que do pó viemos a ele recorreremos quando a realidade não comportar amigos do inferno e outros tantos milhonários do baú e seus conselhos sombrios, que mordem uns aos outros enquanto aquela luz eterna brilha iluminando nossas imperfeitas agonias de adolescentes aos vinte e poucos anos.
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