quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

A minha versão do sonho

Então você está ai sentado de frente para o seu computador, lendo mais esse texto e avaliando a forma em que foi escrito, talvez tentando capturar uma idéia, quem sabe um fragmento útil, no meio de tantas mensagens fúteis, mas não venho te oferecer nada disso. Aqui hoje está meu desgosto exposto como uma mulher desprezada pelo parceiro, que se sexcita mais com uma partida de futebol que com o velcro que sua mulher ostenta bem aparado para ser usado e abusado.

Minha vida desata na amargura pelo fardo de não ter ainda realizado minha versão do sonho americano, que no caso inclui uma relação livre de regras que não nos sejam convenientes, uma casa ou melhor uma fortaleza que evitará a presença dos despresíveis e dos familiares e um poder que exalaria com o meu perfume, mostrando o tamanho do meu dote, que não se mediria apenas pelos 16cm, mas por toda a extensão do que eu posso fazer. Nesse sonho eu seria livre da régua, do pesar e da dúvida, seria mais parecido comigo e me casaria com quem quisesse ao luar e o divórcio seria no alvorecer seguinte, sem lágrimas ou dores já que teriam apenas amantes.

Diante das verdades chinesas que se aproximariam de minha convêniencia, eu não precisaria mais explodir em milhões de pedaços, apenas me conformaria e seguiria o dia como se ele fosse a primeira tulipa gelada que eu tomava na vida e todo o seu gosto diferente me traçaria o caminho de todo bom malandro. Sem rumo eu me aprumo mais que com todos esses recalques dos teus casos falidos de amor.

O que eu queria do sonho era a vontade de não ser mais avaliado e poder ir pra frente ou pra trás, dar ou comer e sem ninguém pra me dizer o que é moralmente correto pra um homem da minha estatura, cor e religião. Quero do sonho que ele venha pros meus braços e não se desperte no meio de contas e gravidez repentina, eu quero ser livre e tomar o mundo num gole só. Esse é meu sonho afinal.

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