Insólito assunto que toma minha mente as onze horas da noite de uma véspera de feriado e me leva a escrever essas insensatas e talvez machistas palavras. Eu diante daquelas mulheres me deparo com malicioso diálogo sobre o crime cuja a humanidade inteira pagou com pena de morte sentenciada pelo próprio criador: O sexo de Adão e Eva. E como se já não bastassem os comentários sórdidos retirados de nossas experiências com o ato, ainda nos demos de fato com a pergunta que toda mulher parece ávida em responder: Seria o tamanho da cobra que fez Eva por a mão e boca na maçã vermelha de Adão?
Ó pobre do homem que com esta dúvida convive e na sombra do metro se esconde seus medos de moleque, quando ainda competia com seus amigos, centímetro a centímetro quem seria o mais novo Kid Bengala, sendo tão ávido a querer a posição de super herói pornô, que nem chegou a notar uma certa tendência libidinosa do menino que se excitava mais rápido com ele próprio...
Um mundo que te julga pela habilidade, potência e também cavalheirismo e intelecto parece bem mais injusto do que o que relega a mulher a apenas duas funções que elas aparentam desempenhar bem melhores que nós, homens. Para garantirmos nosso selo de qualidade, dentre todas as tarefas que nós prontamente exercemos, ainda precisamos de certa benção genética para herdarmos uma rola que seja não avantajada, mas que como um vestido novo, a sua companheira goste de usar e exibir em conversas sórdidas com amigas mais chegadas.
Não, eu não quero que chovam mulheres em defesa de sua liberdade e feminilidade, pois isso não é um debate e sim um desabafo de um jovem homem que viu neste mundo algumas injúrias com todos os não dotados ou medianos, aqueles que passam raspando na prova prática de ser bom de régua. Pois para os desinformados, existem danos aos que falharam neste teste, que jamais são reparados. Tive um amigo que namorou a mesma morena que eu e naqueles momentos indiscretos ela revelou que de tanto medo de ser falho, ele vivia pedindo pra que ela, com régua em punho, lhe dissesse quem havia sido o maior, se era ele o menor e ela como toda mulher afim de um bom orgasmo, olhava fundo em seus olhos e mentia descaradamente.
Feministas e outros gêneros que dizem não necessitar de um pau, me perdoem questionar suas afirmativas em meu desfecho, me perguntando se o tamanho do pau não importa e que as vezes se satisfazem tão bem com o dedo, por que mulheres gostam tanto do Vibrador Jumbo 3000.? Por que não usar um palito ou talvez quem sabe um lápis no fim? É meu amigo leitor, ela pode amar seu intelecto, adorar seu cheiro e seu charme e até mesmo se seduzir com seus textos, mas na hora dos bastidores o que sustentará o amor é muita habilidade e um pau bem maior do que você espera.
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Eu não fecho com Freixo
Bem, as vésperas de uma eleição eu resolvo expôr meu pensamento cívico em meio a tanta indagação sobre minha atual posição politica. Como sabem, de dois em dois anos somos obrigados a suportar ruas com bandeiras, santinhos sendo entregues e malditos carros eleitorais, com as piores adaptações existentes para a candidatura de mais um politico neste país e claramente opiniões divergem sobre quem está é mais propício para representar nossas necessidades e este ano, não está sendo diferente.
Temos o candidato querendo a reeleição que com suas obras fez muito pela cidade, mas as falhas deixaram completamente fraca sua campanha; temos o politico ecologicamente correto, que está no partido que apoia a legalização da maconha; temos também um membro da família que está no poder indiretamente ou diretamente há anos e temos por fim, a esperança.
O candidato Freixo é tudo que precisamos e queremos, nosso cavaleiro branco, com uma proposta de derrubar as milícias e os cartéis que comandam o governo de nossa cidade. Eu admiro o homem pela sua história politica e também pela aparente integridade. E mesmo eu fui tomado pela ideia que ele é o político que eu sempre pedi a Deus. Esperança.
Mas independente de tudo que acredito, eu conheço o Sistema e conheço a politica do mesmo e enquanto vemos debates de prefeitos ingratos, com inúmeras ofensas e farpas e digo que até algumas propostas válidas, mas sempre fazendo parte do mesmo teatro. Mas estranhamente não vi um debate de vereadores, apesar de conhecer suas músicas infernais e ter seus números marcados na memória. Enquanto aplaudimos os debates e defendemos nossos políticos prediletos, esquecemos que eles não são reis e não irão governar sozinhos e sem conhecermos quem estará no poder com eles, nosso voto beira o irrelevante.
Claramente o PSOL não fará alianças que comprometam o ideal do partido, pois é isso que esperamos, já que as alianças levam a corrupção entre outros problemas, mas por quanto tempo os cartéis aceitarão de bom grado, serem atacados, perderem seu dinheiro e o quanto isso vai refletir na nossa vida? Quem vai permitir que nossa segurança seja garantida? Ninguém. Nem a politica correta do nosso soldado branco e nem as falcatruas do atual prefeito. Não estamos seguros com nenhum dos dois, pois deixamos o sistema nos domar, perdemos a força.
Sinto em dizer que Freixo é o melhor candidato, mas não o apoio, pois ele vai fracassar ou ser assassinado em meio a sua reforma contra o crime, pois não tem o apoio dentro ou fora da politica. O povo não quer vencer o crime, não quer superar o tráfico e ter uma população limpa. O povo só quer as migalhas teóricas que tem recebido nesses anos de servidão.
Não precisamos de Freixo e sim de freio. Precisamos dar valor a Lei Áurea e ao sangue de crianças decepadas em obras. Dos doentes em hospitais e dos moradores de rua, pois eles são como nós. Não quero um prefeito que defenda o negro, o gay, o viciado, o branco, a zona sul, zona oeste e zona norte... Eu quero um politico que defenda o meu rio de janeiro por completo. Que pense pro povo da cidade em igualdade, não a baixada ou as favelas.... tudo em geral.
Então sinto informar mas por isso não apoio o Freixo. Mas apoio seu partido, seu ideal e seus projetos.
Temos o candidato querendo a reeleição que com suas obras fez muito pela cidade, mas as falhas deixaram completamente fraca sua campanha; temos o politico ecologicamente correto, que está no partido que apoia a legalização da maconha; temos também um membro da família que está no poder indiretamente ou diretamente há anos e temos por fim, a esperança.
O candidato Freixo é tudo que precisamos e queremos, nosso cavaleiro branco, com uma proposta de derrubar as milícias e os cartéis que comandam o governo de nossa cidade. Eu admiro o homem pela sua história politica e também pela aparente integridade. E mesmo eu fui tomado pela ideia que ele é o político que eu sempre pedi a Deus. Esperança.
Mas independente de tudo que acredito, eu conheço o Sistema e conheço a politica do mesmo e enquanto vemos debates de prefeitos ingratos, com inúmeras ofensas e farpas e digo que até algumas propostas válidas, mas sempre fazendo parte do mesmo teatro. Mas estranhamente não vi um debate de vereadores, apesar de conhecer suas músicas infernais e ter seus números marcados na memória. Enquanto aplaudimos os debates e defendemos nossos políticos prediletos, esquecemos que eles não são reis e não irão governar sozinhos e sem conhecermos quem estará no poder com eles, nosso voto beira o irrelevante.
Claramente o PSOL não fará alianças que comprometam o ideal do partido, pois é isso que esperamos, já que as alianças levam a corrupção entre outros problemas, mas por quanto tempo os cartéis aceitarão de bom grado, serem atacados, perderem seu dinheiro e o quanto isso vai refletir na nossa vida? Quem vai permitir que nossa segurança seja garantida? Ninguém. Nem a politica correta do nosso soldado branco e nem as falcatruas do atual prefeito. Não estamos seguros com nenhum dos dois, pois deixamos o sistema nos domar, perdemos a força.
Sinto em dizer que Freixo é o melhor candidato, mas não o apoio, pois ele vai fracassar ou ser assassinado em meio a sua reforma contra o crime, pois não tem o apoio dentro ou fora da politica. O povo não quer vencer o crime, não quer superar o tráfico e ter uma população limpa. O povo só quer as migalhas teóricas que tem recebido nesses anos de servidão.
Não precisamos de Freixo e sim de freio. Precisamos dar valor a Lei Áurea e ao sangue de crianças decepadas em obras. Dos doentes em hospitais e dos moradores de rua, pois eles são como nós. Não quero um prefeito que defenda o negro, o gay, o viciado, o branco, a zona sul, zona oeste e zona norte... Eu quero um politico que defenda o meu rio de janeiro por completo. Que pense pro povo da cidade em igualdade, não a baixada ou as favelas.... tudo em geral.
Então sinto informar mas por isso não apoio o Freixo. Mas apoio seu partido, seu ideal e seus projetos.
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Um soneto de caridade para um homem quase morto
Recentemente você viu em minhas tortas linhas seu traço em meus tão falsos textos e sentiu como se eu tivesse entregue meus segredos para o mundo nessas linhas tortas virtuais que normalmente acalentam minha falta de diálogo. Eu não dediquei nenhuma linha para você até agora, não por você não me inspirar, pois seu carinho gélido realmente inspira em mim a ternura da vontade pálida de ter você comigo para enquanto existirem fadas e flores O fato é que não quero cantar para você palavras repetidas e nem te dar eufóricas e lindas frases, que servem mais para atrair os olhos ilegais daqueles que nos julgam sem nos conhecer.
Eu melhor do que ninguém sei que não é por que está aqui hoje que ficará amanha e aparentemente o medo de perder isso que temos me faz sentir cada fracasso que tenho quando nenhum plano dá certo, como num filme de comédia, mas sem risos, só nos restam decepções e febres.
Eu te acho bela e te acho doce como na primeira vez que eu te vi e nada vai mudar isso, por que de alguma forma você mexe comigo e me faz bem estar contigo, mas de certo essa sensação tem que ser pra dois e como disse sem medo, acho que fracasso em te dar o que você merece.
Já que minhas palavras não serão suficientes para aquecer teu peito nessa noite sem mim, tudo que posso lhe garantir é tentar ser o melhor para você, mas se não for o suficiente entenderei.
Eu melhor do que ninguém sei que não é por que está aqui hoje que ficará amanha e aparentemente o medo de perder isso que temos me faz sentir cada fracasso que tenho quando nenhum plano dá certo, como num filme de comédia, mas sem risos, só nos restam decepções e febres.
Eu te acho bela e te acho doce como na primeira vez que eu te vi e nada vai mudar isso, por que de alguma forma você mexe comigo e me faz bem estar contigo, mas de certo essa sensação tem que ser pra dois e como disse sem medo, acho que fracasso em te dar o que você merece.
Já que minhas palavras não serão suficientes para aquecer teu peito nessa noite sem mim, tudo que posso lhe garantir é tentar ser o melhor para você, mas se não for o suficiente entenderei.
domingo, 15 de julho de 2012
O homem oco
A estrada parece mais longa essa manha, não sei se pela falta de expectativa, ou se é pela dose dupla de anti alérgicos que ingeri mais cedo, mas sei que pela primeira vez, a longa estrada entorpece meus sentidos ao ponto de não ligar das lágrimas angelicais que caem das nuvens, nessa manha de domingo. Eu vejo pessoas passando por mim, são apenas mais um sinal de que a vida ainda está a minha volta, mas não toca as minhas mãos morenas e nem meus lábios cruéis.
Não estou morto de fato, mas entendo o termo intraduzível que me define como um " não morto", um ser que caminha, come, dorme, mas n se sente saciado pelo que a vida apresenta, quase como um louco entendiado e perdido. Eu sou um clichê do qual você vai se cansar no momento em que ver onde eu vou levar seus sonhos. Como um arlequim desalmado, eu tomo teus sonhos e teu prazer para minha cama e te amarro num lugar escuro, onde sou pesado e fornicador... Uma sombra maldita dos teus suspiros que irá tomar você até que saia dessa prisão.
Sem armadura, caminho para casa e não trago glórias ou pesares, talvez cadáveres cantem meu nome enquanto marcham com o barqueiro e em suas vozes se ouça minha dor, falando de traições, amores e do rum que aqueceu várias noites sombrias. Sem alma eu vago no estreito entre homens e sonhos, sendo esmagado pela vontade chula de poder não ser mais de carne e transcender a vontade, indo para um lugar onde não se sinta preso a derivados de carência dependente, onde possa se ter mais sem se vender por menos.
A estrada me trouxe de volta para a casa, e em minha cama sonho com o rascunho do teu corpo que eu mesmo desenhei com a minha mão nua, sem segredos ou pudores. O código pirata que nós inventamos para deixar qualquer um para trás, não nos salvou quando nasceu o dia e o mundo foi comemorar a aurora e nós dormíamos como amantes exauridos. Essa resenha curta é para não entediar e esse é meu desabafo sobre o fim de um dia e o recomeço de outro, espero desta vez ouvir aplausos dos que partiram em seu ultimo soneto lírico e fúnebre.
Não estou morto de fato, mas entendo o termo intraduzível que me define como um " não morto", um ser que caminha, come, dorme, mas n se sente saciado pelo que a vida apresenta, quase como um louco entendiado e perdido. Eu sou um clichê do qual você vai se cansar no momento em que ver onde eu vou levar seus sonhos. Como um arlequim desalmado, eu tomo teus sonhos e teu prazer para minha cama e te amarro num lugar escuro, onde sou pesado e fornicador... Uma sombra maldita dos teus suspiros que irá tomar você até que saia dessa prisão.
Sem armadura, caminho para casa e não trago glórias ou pesares, talvez cadáveres cantem meu nome enquanto marcham com o barqueiro e em suas vozes se ouça minha dor, falando de traições, amores e do rum que aqueceu várias noites sombrias. Sem alma eu vago no estreito entre homens e sonhos, sendo esmagado pela vontade chula de poder não ser mais de carne e transcender a vontade, indo para um lugar onde não se sinta preso a derivados de carência dependente, onde possa se ter mais sem se vender por menos.
A estrada me trouxe de volta para a casa, e em minha cama sonho com o rascunho do teu corpo que eu mesmo desenhei com a minha mão nua, sem segredos ou pudores. O código pirata que nós inventamos para deixar qualquer um para trás, não nos salvou quando nasceu o dia e o mundo foi comemorar a aurora e nós dormíamos como amantes exauridos. Essa resenha curta é para não entediar e esse é meu desabafo sobre o fim de um dia e o recomeço de outro, espero desta vez ouvir aplausos dos que partiram em seu ultimo soneto lírico e fúnebre.
domingo, 1 de julho de 2012
Kamilla
É engraçado como eu sou estúpido quando trata-se de você, eu consigo culpar Deus e o Diabo pelo infortúnio célebre de que não irei provar do teu ponto de vista cético quando lesse esse texto e talvez eu esteja pela primeira vez escrevendo ao vento ou para os tantos expectadores desse meu Coliseu de palavras rezando para que com sorte você leia e entenda tudo que eu tenho aqui pra te dizer.
A constatação mais óbvia é que eu te amo e que isso não é mais verdade pra você por que eu te abandonei num lugar em que nada era seu de verdade. Eu não voei para buscar você como havia prometido e nem mesmo me mantive sem outras mulheres, eu traí você e até mais de uma vez, como sua mãe deve ter dito. Eu fui um canalha e perdi você no momento em que beijei seus lábios no dia 29, quando disse que ainda te amava... Eu naquele dia traí você por que, naquele dia morria o cara que você namorou por sete meses e nascia uma pessoa mimada e egoísta, que não aceitaria perder você e nem iria lutar. Eu fiz merda e agora você tem anéis nos dedos e ama outro cara. Mas isso não é o que mais dói de fato, por que eu tive outra mulher na minha cama, do lado que era seu e nem esquentei se você sofreria em Linhares, eu simplesmente pus lá para minha dor passar. Eu queria ocupar o teu lugar e fiz isso com várias lágrimas de outros olhos e até com suspiros de meninas perdendo a virgindade anal, que nem de longe pareciam com os teus suspiros de desespero, quando eu ameaçava ir embora da sua vida.
Minha bisavó morreu; minha avó foi atropelada; eu voltei a ter crises sérias no baço e eu não posso contar isso pra minha melhor amiga, que é você, por que eu fui imprudente e briguei com sua mãe, na hora que eu devia aceitar. Eu resolvi jogar pro alto você, como se eu pudesse viver com a possibilidade de aguardar até seus dezoito pra te ver. Eu fui um tolo acreditando que esperaríamos um ao outro, pois conhecemos o que solidão faz comigo e eu sei o quanto você se sentiu traída. Eu até acho que você beijou outro primeiro e talvez tenha até ficado com mais gente que eu, mas não importa por que no fim quem sentiu a sua falta fui eu e agora quem chora sou eu.
Seu sexo não é mais meu, teus sonhos não são mais meus e nem mesmo posso reivindicar o teu ventre para por meu herdeiro, por que eu sei que não quer nem de perto que isso aconteça. Toda a violência da minhas palavras só servem para lembrar que eu te deixei partir enquanto você queria que eu fosse te salvar, mas acabei não sendo capaz de ser seu homem. Nunca fui, até nas vezes que você mais precisou, eu só guardei para mim, como numa caixinha inútil de papelão, que só protege da chuva mas estraga logo depois. Eu não fui nunca capaz de cuidar, de proteger e de amar você com todo o meu potencial, talvez por ser imaturo naquela época, uma criança com uma mulher brincando de ser homem e menina. Essa é minha definição para nós. Eu sempre fingi ser tão certo, mas era tão errado que agora to com essas palavras e não contigo em sua casa, amando você.
Não quero que volte a me procurar por que está feliz ai, com sua mãe e seu namorado, seria de um jeito cruel e injusto te pedir uma ligação escondida pra ouvir sua voz, pois eu não sei o que digo pra você, mas tenho uma bagagem de promessas e talvez uma vontade única de cumprir todas, pela mulher que já deu de cara no chão para não brigar comigo ou que me tornou por segundos um pai, dádiva que eu só permito ser sua e de mais nenhuma mulher. Acho que esse texto já deveria ter se encerrado, bem como nosso namoro que não teve despedida, mas não quero elas também, pois de uma forma infantil, me faz acreditar que sua partida nunca aconteceu e que você vai vir pro aniversário do seu cunhado e ficaremos felizes juntos, você e a minha família, numa tarde de sexta feira, rindo e de mãos dadas, com beijos e toques inconfessáveis, exceto para o seu diário, que ainda está comigo.
E se por algum acaso Cazuza ainda estiver contigo, saiba que eu sempre achei que você era a melhor parte do meu show e que neste ponto eu que não fui capaz de continuar no meu festival de amores contigo, a culpa é só minha, mas se me fosse permitido, eu trocaria a eternidade só pra te tocar, com toda a certeza. E se você não esqueceu o que isso significa, por favor me diz, por que viver condenando a uma vida sem você, é o pior castigo que eu poderia ter recebido. Eu te amo.
A constatação mais óbvia é que eu te amo e que isso não é mais verdade pra você por que eu te abandonei num lugar em que nada era seu de verdade. Eu não voei para buscar você como havia prometido e nem mesmo me mantive sem outras mulheres, eu traí você e até mais de uma vez, como sua mãe deve ter dito. Eu fui um canalha e perdi você no momento em que beijei seus lábios no dia 29, quando disse que ainda te amava... Eu naquele dia traí você por que, naquele dia morria o cara que você namorou por sete meses e nascia uma pessoa mimada e egoísta, que não aceitaria perder você e nem iria lutar. Eu fiz merda e agora você tem anéis nos dedos e ama outro cara. Mas isso não é o que mais dói de fato, por que eu tive outra mulher na minha cama, do lado que era seu e nem esquentei se você sofreria em Linhares, eu simplesmente pus lá para minha dor passar. Eu queria ocupar o teu lugar e fiz isso com várias lágrimas de outros olhos e até com suspiros de meninas perdendo a virgindade anal, que nem de longe pareciam com os teus suspiros de desespero, quando eu ameaçava ir embora da sua vida.
Minha bisavó morreu; minha avó foi atropelada; eu voltei a ter crises sérias no baço e eu não posso contar isso pra minha melhor amiga, que é você, por que eu fui imprudente e briguei com sua mãe, na hora que eu devia aceitar. Eu resolvi jogar pro alto você, como se eu pudesse viver com a possibilidade de aguardar até seus dezoito pra te ver. Eu fui um tolo acreditando que esperaríamos um ao outro, pois conhecemos o que solidão faz comigo e eu sei o quanto você se sentiu traída. Eu até acho que você beijou outro primeiro e talvez tenha até ficado com mais gente que eu, mas não importa por que no fim quem sentiu a sua falta fui eu e agora quem chora sou eu.
Seu sexo não é mais meu, teus sonhos não são mais meus e nem mesmo posso reivindicar o teu ventre para por meu herdeiro, por que eu sei que não quer nem de perto que isso aconteça. Toda a violência da minhas palavras só servem para lembrar que eu te deixei partir enquanto você queria que eu fosse te salvar, mas acabei não sendo capaz de ser seu homem. Nunca fui, até nas vezes que você mais precisou, eu só guardei para mim, como numa caixinha inútil de papelão, que só protege da chuva mas estraga logo depois. Eu não fui nunca capaz de cuidar, de proteger e de amar você com todo o meu potencial, talvez por ser imaturo naquela época, uma criança com uma mulher brincando de ser homem e menina. Essa é minha definição para nós. Eu sempre fingi ser tão certo, mas era tão errado que agora to com essas palavras e não contigo em sua casa, amando você.
Não quero que volte a me procurar por que está feliz ai, com sua mãe e seu namorado, seria de um jeito cruel e injusto te pedir uma ligação escondida pra ouvir sua voz, pois eu não sei o que digo pra você, mas tenho uma bagagem de promessas e talvez uma vontade única de cumprir todas, pela mulher que já deu de cara no chão para não brigar comigo ou que me tornou por segundos um pai, dádiva que eu só permito ser sua e de mais nenhuma mulher. Acho que esse texto já deveria ter se encerrado, bem como nosso namoro que não teve despedida, mas não quero elas também, pois de uma forma infantil, me faz acreditar que sua partida nunca aconteceu e que você vai vir pro aniversário do seu cunhado e ficaremos felizes juntos, você e a minha família, numa tarde de sexta feira, rindo e de mãos dadas, com beijos e toques inconfessáveis, exceto para o seu diário, que ainda está comigo.
terça-feira, 15 de maio de 2012
Mais um caso de amor
Então estamos diante daquele momento em que você diz todas as coisas que eu já conheço perfeitamente e sai andando como se nada mais importasse. Eu me encontro agitado com a possibilidade de ver suas lágrimas., mas minhas mãos agora estão atadas com a de outra pessoa enquanto você dorme acariciando o momento que já terminou. A angustia das horas que invadem a madrugada desejando tirar dos braços de Morpheus o meu sono precioso, nos levando a suspirar ao lado do telefone que não chama. e diante desse momento tortuoso sua boca procura a minha, como se procurasse abrigo para o inverno que chega destruindo toda a sua esperança de voltar para os braços que te aqueceram numa noite de sábado. Sou tua segunda opção e fatalmente esse é o seu maior erro.
Nenhum de nós errou por ter escrito o nome com as letras erradas e se você entender essa metáfora, vai ver que não sou teu príncipe encantado e nem aprovaria a vida que nasce cada vez que você sussurra meu nome na escuridão, por que não sou um qualquer vulgar, sou teu amigo antes de ser teu antigo bem. E sem respeito você me virou o rosto, quando pedi apenas a sua voz e silenciando ficou até quando lhe foi conveniente. Me tratou com o mal que foste tratada e se recusa a dançar a mais nobre valsa comigo?
De saída estou para que sua ausência, onde frequentemente vai ouvir falar das bocas que eu não beijei e das noites que eu passei em branco, mas não se ofenda por não ouvir também a minha canção de ninar e nem ver mais o calor de meus olhos de pedra. Não se espante com meus segredos ao vento norte, perdidos como nós estávamos quando tocou aquela que não era a nossa música.
Não sou o cara que estaria na cama com sua melhor amiga e nem comeria você só pra provar, sou mais voraz que isso, não que eu n tire proveito do perigoso e nem que não alicie teus sentidos só pra te ver corar, só aqui venho e digo que não vou mais te roubar a atenção sem dizer que não vou voltar pra sentar no seu sofá e assistir toda aquela sua novela, em que você deixa de lado o pouco carinho que anda me resta, pra ser novamente da rua, onde mora teu malandro e te bate na cara e no coração.
Nenhum de nós errou por ter escrito o nome com as letras erradas e se você entender essa metáfora, vai ver que não sou teu príncipe encantado e nem aprovaria a vida que nasce cada vez que você sussurra meu nome na escuridão, por que não sou um qualquer vulgar, sou teu amigo antes de ser teu antigo bem. E sem respeito você me virou o rosto, quando pedi apenas a sua voz e silenciando ficou até quando lhe foi conveniente. Me tratou com o mal que foste tratada e se recusa a dançar a mais nobre valsa comigo?
De saída estou para que sua ausência, onde frequentemente vai ouvir falar das bocas que eu não beijei e das noites que eu passei em branco, mas não se ofenda por não ouvir também a minha canção de ninar e nem ver mais o calor de meus olhos de pedra. Não se espante com meus segredos ao vento norte, perdidos como nós estávamos quando tocou aquela que não era a nossa música.
Não sou o cara que estaria na cama com sua melhor amiga e nem comeria você só pra provar, sou mais voraz que isso, não que eu n tire proveito do perigoso e nem que não alicie teus sentidos só pra te ver corar, só aqui venho e digo que não vou mais te roubar a atenção sem dizer que não vou voltar pra sentar no seu sofá e assistir toda aquela sua novela, em que você deixa de lado o pouco carinho que anda me resta, pra ser novamente da rua, onde mora teu malandro e te bate na cara e no coração.
quinta-feira, 29 de março de 2012
Uma canção de despedida para Maria
Mundo gigante para um homem tão pequenino, perdido nas luzes da cidade e inebriado com o aroma da preguiça que adormece nos poros da minha geração. Para todos eu visto ouro, mas pra você são só roupas tingidas e as minhas pedras de lágrimas não compram mais teu sorriso. Somos incompatíveis, pois na minha realidade pálida tem monstros que não me apavoram e você os chama de apatia, quando vê os dados rolando em direção ao norte.
Nas chamas que queimam meu corpo, nos beijos que inflamam minhas feridas e nas camas que eu amarroto, você só consegue enxergar desperdício dos meus dias, como se eu morresse sempre aos poucos. Eu assisto os seus erros do passado e o homem que isso criou não é nada atraente, por isso ele vive no escuro e suas orações não tem como salva-lo. Seu carinho não é mais suficiente e meus segredos podem me levar pra algum lugar que não seja sob o peso dos teus olhos.
Talvez eu me salve de você e crie um lugar melhor onde Cícero seja meu salvador e não o salgado do teu nome que causa no meu coração o assombro de terminar tão louco quanto os teus iguais. Nós cansamos um do outro e não há mais volta para nossa separação genética. Somos desconhecidos que acordam juntos, bebendo do mesmo veneno todos os dias.
Sem pianos ou avisos solenes, eu quero partir da tua criação e deixar pra trás todo esse monstro que você deu pro mundo, mas sei que seria impossível apagar da minha alma e do meu rosto as cicatrizes que carregamos e nos tornam tão parecidos. Sou um assombro de todos os teus erros e você é a culpa de todos os meus acertos, mas nem queremos mencionar das capacidades que são nos negadas.
Digo que essa é uma carta de alforria, pois não serei mais teu senhor feudal e nem o lorde que acorrenta tua vontade aos meus calcanhares, não serei também servo do teu humor tão avassalador que derruba a minha falta de vontade em prosseguir mais um segundo sob seu teto de amianto. Por alguma razão você sabe tão bem quanto eu, que eu irei pra longe e sem jeito de voltar, já que os espinhos que estou abandonando pelo caminho iriam ferir meus pés e meu orgulho, em caso de arrependimento.
Nas chamas que queimam meu corpo, nos beijos que inflamam minhas feridas e nas camas que eu amarroto, você só consegue enxergar desperdício dos meus dias, como se eu morresse sempre aos poucos. Eu assisto os seus erros do passado e o homem que isso criou não é nada atraente, por isso ele vive no escuro e suas orações não tem como salva-lo. Seu carinho não é mais suficiente e meus segredos podem me levar pra algum lugar que não seja sob o peso dos teus olhos.
Talvez eu me salve de você e crie um lugar melhor onde Cícero seja meu salvador e não o salgado do teu nome que causa no meu coração o assombro de terminar tão louco quanto os teus iguais. Nós cansamos um do outro e não há mais volta para nossa separação genética. Somos desconhecidos que acordam juntos, bebendo do mesmo veneno todos os dias.
Sem pianos ou avisos solenes, eu quero partir da tua criação e deixar pra trás todo esse monstro que você deu pro mundo, mas sei que seria impossível apagar da minha alma e do meu rosto as cicatrizes que carregamos e nos tornam tão parecidos. Sou um assombro de todos os teus erros e você é a culpa de todos os meus acertos, mas nem queremos mencionar das capacidades que são nos negadas.
Digo que essa é uma carta de alforria, pois não serei mais teu senhor feudal e nem o lorde que acorrenta tua vontade aos meus calcanhares, não serei também servo do teu humor tão avassalador que derruba a minha falta de vontade em prosseguir mais um segundo sob seu teto de amianto. Por alguma razão você sabe tão bem quanto eu, que eu irei pra longe e sem jeito de voltar, já que os espinhos que estou abandonando pelo caminho iriam ferir meus pés e meu orgulho, em caso de arrependimento.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
21
A poeira aumenta em volta da minha vida monótona enquanto o ópio invade meu corpo. Estou só a espera de noticias, mas o telefone não trás a sua voz assustada me dizendo que tudo vai ficar bem. Um carro te levantou para outro lugar onde minha mão não pode segurar a sua e na queda parte de nós se estilhaçou feito vidro, deixando na memória um pouco das palavras brutas que saiam da minha boca sem piedade. Você saiu sem me acordar e sem ouvir sobre mais algum sonho que você reprovaria.
Na fotografia ao lado de nossa cabeceira temos gravado quem nós perdemos juntos e as lágrimas ainda úmidas na nossa face mostram que nosso sentimento era o mesmo, a diferença era só a indiferença que reside em meu coração depois de tudo que me fez ver. Tudo que se foi naquele instante, num canto escuro e sem flores ou amigos para segurar o pesar da distancia, nem me doeu tanto quanto essa saída pela lateral que você noticia para mim, como se fosse de propósito apenas para criar culpa no meu coração cheio de inverno.
Sem responsabilidade e culpa, erguemos nossa bandeira de compatriotas e esperamos melhoras de nossas feridas, mas sem poder mais caminhar por conta de nossa imprudência constante, nos encontramos numa cama fria e sozinhos, acreditando que no fim das contas exista uma razão para tudo o que estamos vivendo e não seja sem sentido ou sem carinho que tudo vá terminar, num acidente qualquer ou numa despedida sem adeus.
No fim não nos reconheceremos mais, pois onde você estará será num lugar onde eu jamais poderei te tocar e você vai ver que eu era mais que você acreditava ser, talvez um homem que lhe daria orgulho ou só um garoto que gostava de brincar com coisas rasgadas, num mundo onde ninguém pode entrar. Sem notar que somos um espelho mórbido e que com sua praticidade eu cresci quase deformado, sendo uma arma crítica para suas cruzadas contra os rompantes de quem ainda é muito jovem de corpo e de alma. Você me afiou e agora quer ficar longe, como se não conseguisse mais enxergar que é culpa sua.
A tristeza me cerca de uma forma quase súbita, mostrando que a vida sem seu julgamento e sua necessidade de ter meu rosto ao seu lado, pois fomos companheiros de certa forma. No fim de tudo, estamos sentido o mesmo medo, pois como dois generais, sabemos tudo sobre o fim e nesse caso é incerto e o tremor incomodo que dá essa dúvida faz esfriar até mesmo a noite quente que nos envolve.
Espero que sua ferida melhore e que a minha enfim cicatrize, pois ambos estaremos distantes enquanto isso acontecer e se pretender voltar, saiba que sua força não é mais a mesma e que dentro de mim arde a certeza de sua clemência. Ainda haverá em nosso caso de amor e ódio, muito a que ser dito e espero para o próximo debate. Até breve.
Na fotografia ao lado de nossa cabeceira temos gravado quem nós perdemos juntos e as lágrimas ainda úmidas na nossa face mostram que nosso sentimento era o mesmo, a diferença era só a indiferença que reside em meu coração depois de tudo que me fez ver. Tudo que se foi naquele instante, num canto escuro e sem flores ou amigos para segurar o pesar da distancia, nem me doeu tanto quanto essa saída pela lateral que você noticia para mim, como se fosse de propósito apenas para criar culpa no meu coração cheio de inverno.
Sem responsabilidade e culpa, erguemos nossa bandeira de compatriotas e esperamos melhoras de nossas feridas, mas sem poder mais caminhar por conta de nossa imprudência constante, nos encontramos numa cama fria e sozinhos, acreditando que no fim das contas exista uma razão para tudo o que estamos vivendo e não seja sem sentido ou sem carinho que tudo vá terminar, num acidente qualquer ou numa despedida sem adeus.
No fim não nos reconheceremos mais, pois onde você estará será num lugar onde eu jamais poderei te tocar e você vai ver que eu era mais que você acreditava ser, talvez um homem que lhe daria orgulho ou só um garoto que gostava de brincar com coisas rasgadas, num mundo onde ninguém pode entrar. Sem notar que somos um espelho mórbido e que com sua praticidade eu cresci quase deformado, sendo uma arma crítica para suas cruzadas contra os rompantes de quem ainda é muito jovem de corpo e de alma. Você me afiou e agora quer ficar longe, como se não conseguisse mais enxergar que é culpa sua.
A tristeza me cerca de uma forma quase súbita, mostrando que a vida sem seu julgamento e sua necessidade de ter meu rosto ao seu lado, pois fomos companheiros de certa forma. No fim de tudo, estamos sentido o mesmo medo, pois como dois generais, sabemos tudo sobre o fim e nesse caso é incerto e o tremor incomodo que dá essa dúvida faz esfriar até mesmo a noite quente que nos envolve.
Espero que sua ferida melhore e que a minha enfim cicatrize, pois ambos estaremos distantes enquanto isso acontecer e se pretender voltar, saiba que sua força não é mais a mesma e que dentro de mim arde a certeza de sua clemência. Ainda haverá em nosso caso de amor e ódio, muito a que ser dito e espero para o próximo debate. Até breve.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
O herege
Existe um momento na vida de cada homem que lhe é apresentada a ideia que a ponta de seu membro rígido pode segurar o mundo e todas as coisas serão resumidas ao prazer que ele irá obter ou ao estrago surpreende que ele poderá a vir causar quando a vida lhe der as costas e ele puder lhe invadir as nádegas e sem pudor nenhum botar pra foder. É uma questão de fé, afinal Deus é o pai e Senhor e em sua literatura conhecida diz-se que é no varão em que se deve depositar a confiança de guiar a família e nele residirá o nome, história e o orgulho de seu pai, um varão como ele.
Não há para mim, que sou homem e carrego comigo um pau, maior vergonha que admitir que vivo num mundo onde tudo se mede apenas pelo tamanho e pela fama entre as mulheres ou entre os homens que você fode, por que quem tem um pau, tem que foder e ele pode ser de borracha, já que existem mulheres que são tão homens quanto eu. Não importa, se você aceita que tem um pau, seja de carne ou artificial, sua vida vai ser medida por quanto e como você fode e isso é o maior status de um homem, O comedor.
As mulheres são obviamente usadas nesse processo, mas são também a maior força dessa religião ridícula, afinal de contas, são elas que procuram em desejo os homens que mostram sua força em tatuagens, músculos e até uma leve arrogância. Aceitam serem presas ao sistema e algumas aceitam até o cárcere em casa enquanto os hereges, que preferem tratar com respeito e carícias, são deixados de lado. Para toda mulher que sofre por um homem cafajeste, tem uma ensinando um homem bom a ser sacana. Assim se converte as pessoas na religião do pau e em breve nem mais haverão hereges, pois não tem graça ficar sentado bebendo e pensando por que sofrer... A verdade é que é mais legal gozar e acender um cigarro.
Este texto se chama herege, pois ele seria como um testemunho de alguém contra essa religião, mas honestamente eu sou apenas um protestante, reclamo da estrutura mas sigo o mesmo livro, mudando apenas alguns versos e pondo outros aparentemente menos conservadores. Mas conheço alguns hereges, que não aceitam de fato de ver um mundo se ajoelhar e crer que do pau virá o pão e o leite que lhes encherá a boca e dará fim a sede de atenção que existe no mundo. Algumas pessoas não conseguem aceitar que para se ser feliz precisa-se de ter um pau no meio e para todos esses eu deixo registrado meu apreço e minha pena, já que num mundo onde tudo provém do macho e para ser provedor você tem que mutilar seu gênero e aceitar certos abusos.
Eu diria até que a vida pro macho seria fácil, afinal o mundo segue sua ordem, mas nesse mundo de cobras a unica e triste verdade é que se existe um vencedor, ele está só acompanhado apenas de um pau murcho e insignificante, diante da grandeza do resto.
Não há para mim, que sou homem e carrego comigo um pau, maior vergonha que admitir que vivo num mundo onde tudo se mede apenas pelo tamanho e pela fama entre as mulheres ou entre os homens que você fode, por que quem tem um pau, tem que foder e ele pode ser de borracha, já que existem mulheres que são tão homens quanto eu. Não importa, se você aceita que tem um pau, seja de carne ou artificial, sua vida vai ser medida por quanto e como você fode e isso é o maior status de um homem, O comedor.
As mulheres são obviamente usadas nesse processo, mas são também a maior força dessa religião ridícula, afinal de contas, são elas que procuram em desejo os homens que mostram sua força em tatuagens, músculos e até uma leve arrogância. Aceitam serem presas ao sistema e algumas aceitam até o cárcere em casa enquanto os hereges, que preferem tratar com respeito e carícias, são deixados de lado. Para toda mulher que sofre por um homem cafajeste, tem uma ensinando um homem bom a ser sacana. Assim se converte as pessoas na religião do pau e em breve nem mais haverão hereges, pois não tem graça ficar sentado bebendo e pensando por que sofrer... A verdade é que é mais legal gozar e acender um cigarro.
Este texto se chama herege, pois ele seria como um testemunho de alguém contra essa religião, mas honestamente eu sou apenas um protestante, reclamo da estrutura mas sigo o mesmo livro, mudando apenas alguns versos e pondo outros aparentemente menos conservadores. Mas conheço alguns hereges, que não aceitam de fato de ver um mundo se ajoelhar e crer que do pau virá o pão e o leite que lhes encherá a boca e dará fim a sede de atenção que existe no mundo. Algumas pessoas não conseguem aceitar que para se ser feliz precisa-se de ter um pau no meio e para todos esses eu deixo registrado meu apreço e minha pena, já que num mundo onde tudo provém do macho e para ser provedor você tem que mutilar seu gênero e aceitar certos abusos.
Eu diria até que a vida pro macho seria fácil, afinal o mundo segue sua ordem, mas nesse mundo de cobras a unica e triste verdade é que se existe um vencedor, ele está só acompanhado apenas de um pau murcho e insignificante, diante da grandeza do resto.
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
A morte
A dama de negro dança sua valsa sinistra no salão, enquanto o povo aplaude a despedida mágica de outra pequena dama clara, que se foi num suspiro quase silencioso. Me disseram que era para trazer os lírios, que são as flores que mais caem bem nessa época, mas preferi vir ao baile com as mãos abanando, pois não sou nem de derramar saudade e nem de presentear com aquilo que não vai entrar no céu, prefiro mais poetizar a minha dor e transformar em verbo o que meus olhos inchados falam abertamente.
Acabou a graça dos cigarros e as inconformidades presentes em todo meu intragável ser, já que confrontei o fim de quem era tão presente nessa hora da madrugada, mesmo que fossem seus devaneios espirituosos ou em seus pedidos sedentos por alguma atenção que lhe clareasse a vista tão cansada. Mas nesse momento ela e eu repousamos no silencioso inicio de quarta feira.
Nem mais o tesão que tanto me esbaldo e que preenche bem mais as lacunas de meus textos quase sempre confortáveis, posso dispor esta noite, já que sinceramente nem o desejo do sexo, nem as bundas mais belas ou menos outros artifícios podem melhorar a dor que se tem quando a tampa fecha suas memórias e o carro leva embora as melhores estórias que já foram contadas. As coroas de flores que adornam o caminho e as outras fotos que vão me apavorar nesta noite, nem elas podem configurar a dor de ver uma caixa tão grande para um ser humano de dimensões complexas, sendo ele tantas pessoas ao mesmo tempo, não ser maior que eu, que sou apenas mediano.
Poderia me alongar aqui por horas e palavras, pois a dor justificada me permite ser tão lúdico quanto eu desejar, mas hoje é um dia diferente e todos temos que descansar, os vivos e os imortais. Descanse em paz, Dona Iva.
1904*2012
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