Todo dia eu acordo sem ter pra onde e sem saber quem é que vai ou quem é que fica, mas com a certeza que vou ter as mentiras de cada dia gravadas no meu celular. A mesma droga de café amargo queima minha garganta profunda enquanto eu ouço que meu time não é mais tão vice quanto o seu, mas isso não faz a minima diferença pois eu sei que você não está mais aqui e que o que restou do nosso amor é sua agenda cor de rosa e a esperança de que um dia a gente se encontra.
As bocas falam tantas besteiras que sinto um fedor peculiar de quem defeca pela mesma ao invés de construir algo melhor com suas palavras e isso acontece em todo lugar. Mais um suicida corta os pulsos enquanto choraminga por sua namorada infiel e sempre vai ter alguém que se vangloria de vitórias medíocres. A campanha de 70 não tem valor pra quem está na beira do precipício.
Nos trens da central deve ter alguém mais desconfortável com o mundo do que eu, alguém sentindo sua quentinha apertada contra as costas e vendo o casamento desabar pelo ciúme pré programado para os dias de shopping e churrasco com amigos na beira da praia. E deve ter alguém mais deprimido do que eu em algum lugar da princesinha do mar, por ser mais uma vitima de um flerte fatal que terminou quando o dia raiou e a carteira não estava do mesmo jeito que antes. Mas eles não sabem como é se sentir vazio de verdade.
Corriqueira e incomoda situação que me pega no meio do dia, que me leva a olhar pelas janelas a procura de alguém que ocupe o espaço na minha tarde vazia. Um clichê totalmente aceitável é a voz do Nasi repetindo que você me ligou para valer o dia e que eu para variar não atendi, talvez com medo da profética retórica de nossa vida comum, desgaste de anos sendo oposto do que deveria ser vivido.
O rádio uiva um lobão apaixonado pela paranoia que você me acostumou a viver, com todo romance digno de um roteiro de Felini e com todo ardor de uma mulher insaciável. Claro que isso foi no tempo em que eu era Don Juan e você era apenas a que eu havia escolhido pra me amar. Só que pro destino quando sexo se torna a melhor das rotinas, ele se envergonha e trata logo de dar para cada um, lágrimas, infidelidade e desconfiança...
Na hora de dormir eu escrevo certos textos que desafogam o que na manha seguinte vai estar entupido de novo e como um dos muitos que vivem a minha volta, defecarei minha insatisfação pelos dedos. Quem sabe identifiquem-se melhor com minhas sombrias travessuras que descrevo em meus textos rubros de sexo. Rituais de cada dia que servem de apoio para continuar sendo assim. E que se danem os puritanos ou os que me abandonam, careçam de minha compaixão e eu lhes dê mais do mesmo troço diferente.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
domingo, 27 de novembro de 2011
Amaldiçoado
Os demônios riem da minha desgraça enquanto jantam seus pratos de chacina e vergonha e pelos cantos eu ouço o suspiro amigo de quem sempre desejou a minha desgraça. Tratado aprisionado em minha torre escura e tendo a companhia de gárgulas escrotas que preferiam estar petrificadas ao lado de alguém bem mais belo ou sortudo como os baixos carecas que povoam o meu mundinho. Eu sou vassalo do destino insone que apodrece as mais antigas lembranças felizes para me lembrar do que eu sou, um bastardo, um maldito cantor das mais óbvias anedotas.
Sempre me dizem que vou sobreviver ao estado de tormenta que causaram em minha vida, mas quando se vive tanto quando eu vivi, sabe-se que não se pode confiar nas palavras de troiano qualquer ou nem mesmo aceitar os beijos de uma cortesã como se eles fossem durar, pois nada dura para quem tem a marca que carrego no coração. Sou como um leproso, recebendo do mundo sua piedade por ser maldito e ao mesmo tempo sublime. Sou desprezível e desprezado. Ironicamente eu sou feito de todo esse desgosto fátuo e compelido há uma desgraça tamanha, que enlouqueceria o mais simplório dos seres, mas apenas abastece em mim a vontade de continuar caminhando, rumo ao fim dessa existência tão pequenina.
Pai, se está sempre comigo, diga-me quais são seus planos para este fiel servo do oposto, que tanto luta por um lugar junto aos comuns e só recebe de ti, os olhares de reprovação e a negação de uma vida comum ou até mesmo de um final coerente para uma alma como a minha. Vago por essa terra, como um zumbi, quase um parasita que se alimenta da boa vontade e da luxúria que se despeja nos quartos escuros de festas de garagem.
Questiono as piranhas de Noel se sou mesmo esse maldito encantado que traz um leque de histórias carinhosas em sua bolsa e não recebe nenhum reconhecimento se quer por suas canções. Elas apenas me sorriem e perguntam se eu quero mais um programa, no qual eu apenas assistirei no escuro aquilo que me daria prazer se fosse em mim. Observar e não poder tocar, essa é minha maldição.
Antigos profetas dizem que um dia haverá esperança reluzente no horizonte negro em que habitam meus sonhos mais profanos e na clareza de um domingo, se fará de novo vívida a chama da felicidade. Profetas mentem. Não há felicidade para os que foram marcados pelos anjos a aguardarem seu julgamento queimando no fogo brando e falso dos beijos sem amor que me oferecem as pobres donzelas do arpoador.
Levem para casa esta canção de desprezo completo aos que vagam sob a luz dos sorrisos e trafegam pelas ruas pichando com seus romances saber de chocolate, as praças e ruas que eu deixei cinzentas. Não façam de mim seu mártir ou acreditem quem eu sou algo mais que um penitente, pois não sou. Minha sina é não dormir para vigiar que os sonhos dos que amo se realizem quando eles estiverem acordados. Maldito e aprisionado pelos próprios dogmas.
Um solitário cavaleiro das trevas, que faz de si mesmo um exemplo de punição e crueldade, que trocou seu coração por um diamante, quase indestrutível por danos externos. Sem prêmios de chegada ou beijos de namorada, como cazuza, sou apenas mais um cara latino americano que sem dinheiro no banco, não frequenta mais as festas da high society e não beija das bocas mais conhecidas e nem se alimenta das ovas dos peixes. Não tenho dinheiro, moral , escrúpulos ou mulher para me acompanhar. Não tenho mais casa para chamar de lar e definitivamente não tenho mais quem chamar de irmão!
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
O seu ultimo truque
Esse deve ser meu ultimo conto e aposto que você meu leitor antigo deve estar esperando algo sobre paus e bucetas ou sobre sexo impiedoso e mordaz. Infelizmente devo decepcionar a todos, pois tudo de sexo e prazer que eu poderia oferecer ao mundo eu gastei nas ultimas horas de meu dia, enquanto filosofava nu na cama sobre os segredos de dois corpos entrelaçados e assistia em minha mente a síntese sombria e poética de uma relação inflamável.
Nos últimos meses dentro de mim eu vivia num bordel de sentimentos que se esfregavam na primeira pessoa interessante que aparecia, como se quisessem vender um pouco mais de mim que ainda não tinha sido tomado pela credora depressão, que levou os pedaços mais selvagens de minha personalidade. Sim, fiz tipo de coitado pra ver se alguém sentia um pouco de pena de mim e talvez me levasse pra algum lugar que me devolvesse o corpo moreno que antes eu costumava habitar e dividir os melhores sonhos e até mesmo os mais profundos orgasmos, mas a pena que me deram foi a de leproso, que se dá cuidados especiais a distância. Me vitimei e acabei fazendo de minha imagem reflexo de palhaço, bicha e até as vezes de sábio, mas nunca de macho que valesse levar pra casa e trepar a madrugada inteira.
Na ladeira da queda livre que eu estava precisei de uma sexta feira e alguns copos de uma bebida sem álcool pra conhecer um sorriso amigo que me deu conforto inexplicável, como se eu não fosse o único que procura alguma coisa no caminho. Foi carinhoso a forma que ela me olhou, talvez por que fosse sem nenhum propósito o intenção escondida. Se tivesse sobrado mais de coração em mim, podia ter sido fatal, pois nunca estive tão entregue como me senti naquela hora. Eram muitos cigarros que minha visão turva enxergou o surgimento de uma amizade pura e simples. Nada melhor para dois viajantes cansados de andar nesse deserto amarelo que é o amor.
Me senti mais preenchido de qualquer coisa que fosse mais relevante que o vazio oco que se constituiu dentro dos meus dias nerd e por isso sorri mais que qualquer um, sendo radiante no meu mundo contido. E com as horas passando percebi que seria do jeito que haviam me dito, pois toda a ferida sara e nem importa o quanto queira gritar ou deixar aberta, tudo vai fechar. Seja num quarto escuro aproveitando do doce perfume do corpo de uma mulher ou cantando alguma melô de karaokê, você vai acabar vivendo mais que sua dor e infelizmente ela vai desaparecer.
E dentre os convidados ilustres do meu fim de semana eu estive diante da própria filha do vento, que possui o mais belo par de vergonha que eu já pude ver e dotada de uma paixão voraz quando instigada, mas que nem ao menos se permite a glória de um momento sem culpa. Nela eu me vi e talvez por tê-la criado em minha mente e notei a insegurança de um mundo de cobranças, quando você não é aquilo que mais agrada a massa e tem que dar mais de si que existe dentro dos teus mais inocentes desejos. Ela foi inventada numa noite onde não cabiam meus sonhos e sentir seu toque de brisa partindo foi a mais pura sensação de respeito que eu poderia sentir. Não que não tenha pintado o ciúmes de ter que ver algo que eu criei indo pra qualquer braço que não os meus, mas não se criam sonhos pra serem vividos só por você e disso só os que sonham e deliram intensamente podem dizer.
No fim de minha excursão insone por três dias no maravilhoso país das maravilhas, me deparo com uma rainha de copas sorridente que se diz a própria voz da salvação, dizendo belezas sobre redenção e arrependimento, mas para a sua infelicidade, minha nova alma fora tolida por um prazer maior que vinha dos céus ultra violetas que se anunciavam sobre a cidade maravilhosa e deixei suas palavras para um outro dia, pois preferia voltar pra casa do que ser taxado de chapeleiro louco, que vive no aguardo de sua Alice arrependida e cheia de sonhos. Eu estava diante de um novo dia e de uma nova oportunidade de ser mais um idiota que sorri a toa por estar apenas vivo.
Claro que na volta pra casa, me senti mais confortável com o tom de voz de Cazuza me lembrando que tudo que tinha vivido nesse sonho acordado era parte do meu maior espetáculo, naquele que sou protagonista há quase 22 anos, atuando e as vezes até sangrando por esse personagem que tanto agrada o público e até a mim mesmo, já que sempre reinvento um jeito novo de sorrir ou chorar e quem sabe até mesmo amar, mas isso nunca esteva nas minhas mãos. O que posso concluir que meu maior truque e talvez como o titulo anunciou, o meu ultimo truque é ter amor pra recomeçar sempre que acabam com todos os meus sonhos. Me despeço sem sexo nas minha linhas finais, mas garanto a todos que minha mente está cheia de profundos toques para sua gruta apertada que me atrai bastante. Digo agora que por hora não tenho mais palavras, mas em breve posso estar citando mais segredos de uma boca cheia de pecado e de outros prazeres mais viscosos... And here I go!
Nos últimos meses dentro de mim eu vivia num bordel de sentimentos que se esfregavam na primeira pessoa interessante que aparecia, como se quisessem vender um pouco mais de mim que ainda não tinha sido tomado pela credora depressão, que levou os pedaços mais selvagens de minha personalidade. Sim, fiz tipo de coitado pra ver se alguém sentia um pouco de pena de mim e talvez me levasse pra algum lugar que me devolvesse o corpo moreno que antes eu costumava habitar e dividir os melhores sonhos e até mesmo os mais profundos orgasmos, mas a pena que me deram foi a de leproso, que se dá cuidados especiais a distância. Me vitimei e acabei fazendo de minha imagem reflexo de palhaço, bicha e até as vezes de sábio, mas nunca de macho que valesse levar pra casa e trepar a madrugada inteira.
Na ladeira da queda livre que eu estava precisei de uma sexta feira e alguns copos de uma bebida sem álcool pra conhecer um sorriso amigo que me deu conforto inexplicável, como se eu não fosse o único que procura alguma coisa no caminho. Foi carinhoso a forma que ela me olhou, talvez por que fosse sem nenhum propósito o intenção escondida. Se tivesse sobrado mais de coração em mim, podia ter sido fatal, pois nunca estive tão entregue como me senti naquela hora. Eram muitos cigarros que minha visão turva enxergou o surgimento de uma amizade pura e simples. Nada melhor para dois viajantes cansados de andar nesse deserto amarelo que é o amor.
Me senti mais preenchido de qualquer coisa que fosse mais relevante que o vazio oco que se constituiu dentro dos meus dias nerd e por isso sorri mais que qualquer um, sendo radiante no meu mundo contido. E com as horas passando percebi que seria do jeito que haviam me dito, pois toda a ferida sara e nem importa o quanto queira gritar ou deixar aberta, tudo vai fechar. Seja num quarto escuro aproveitando do doce perfume do corpo de uma mulher ou cantando alguma melô de karaokê, você vai acabar vivendo mais que sua dor e infelizmente ela vai desaparecer.
E dentre os convidados ilustres do meu fim de semana eu estive diante da própria filha do vento, que possui o mais belo par de vergonha que eu já pude ver e dotada de uma paixão voraz quando instigada, mas que nem ao menos se permite a glória de um momento sem culpa. Nela eu me vi e talvez por tê-la criado em minha mente e notei a insegurança de um mundo de cobranças, quando você não é aquilo que mais agrada a massa e tem que dar mais de si que existe dentro dos teus mais inocentes desejos. Ela foi inventada numa noite onde não cabiam meus sonhos e sentir seu toque de brisa partindo foi a mais pura sensação de respeito que eu poderia sentir. Não que não tenha pintado o ciúmes de ter que ver algo que eu criei indo pra qualquer braço que não os meus, mas não se criam sonhos pra serem vividos só por você e disso só os que sonham e deliram intensamente podem dizer.
No fim de minha excursão insone por três dias no maravilhoso país das maravilhas, me deparo com uma rainha de copas sorridente que se diz a própria voz da salvação, dizendo belezas sobre redenção e arrependimento, mas para a sua infelicidade, minha nova alma fora tolida por um prazer maior que vinha dos céus ultra violetas que se anunciavam sobre a cidade maravilhosa e deixei suas palavras para um outro dia, pois preferia voltar pra casa do que ser taxado de chapeleiro louco, que vive no aguardo de sua Alice arrependida e cheia de sonhos. Eu estava diante de um novo dia e de uma nova oportunidade de ser mais um idiota que sorri a toa por estar apenas vivo.
Claro que na volta pra casa, me senti mais confortável com o tom de voz de Cazuza me lembrando que tudo que tinha vivido nesse sonho acordado era parte do meu maior espetáculo, naquele que sou protagonista há quase 22 anos, atuando e as vezes até sangrando por esse personagem que tanto agrada o público e até a mim mesmo, já que sempre reinvento um jeito novo de sorrir ou chorar e quem sabe até mesmo amar, mas isso nunca esteva nas minhas mãos. O que posso concluir que meu maior truque e talvez como o titulo anunciou, o meu ultimo truque é ter amor pra recomeçar sempre que acabam com todos os meus sonhos. Me despeço sem sexo nas minha linhas finais, mas garanto a todos que minha mente está cheia de profundos toques para sua gruta apertada que me atrai bastante. Digo agora que por hora não tenho mais palavras, mas em breve posso estar citando mais segredos de uma boca cheia de pecado e de outros prazeres mais viscosos... And here I go!
Assinar:
Comentários (Atom)