quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Conversando sobre o tempo

Hoje eu me vi numa encruzilhada em minha vida e vi que o tempo não girava mais ao meu comando e seguia em frente completamente impune do crime que cometia. Estou mais velho agora do que estava a 20 dias atrás e por lei e convenções sociais, eu deveria ser mais responsável, cético, prático e debilmente mais coeso. Nada mudou em mim, apenas adicionei mais um numero a direita e temi pela minha entrada nos cinemas. Mais nada.

No meu rádio toca Renato, que de morto tem mais de uma década, tempo que nem meu irmão tem de vida, mas suas musicas repetidas tocam e dão uma esperança congênita de que talvez seremos eternamente jovens. Pura tolice. O tempo impiedoso nos pune com sua pressa e exige de nós um tipo de flexebilidade para acompanha-lo sem resmungar. É impressinante pensar que uma musica nos imortaliza e se torna quase atemporal, resistindo aos novos estilos e adequações, e nós se nos atrasamos um pouco nem direito temos de reclamar, pois somos vulneráveis as ações do tempo além de frágeis demais para brigar com ele. Somos apenas areia.

Eu fecho meus olhos por um instante e sinto o tempo se esvair por entre meus dedos e me libertar das amarras concientes de um futuro incerto. Estamos correndo, mas para que lado? O que é certo no nosso futuro? Trabalho? Amores? Familia? Nada é certo, a não ser que no fim, o tempo irá passar e que nós iremos perecer por sua mão ou pelas mãos de outro confuso marginal que vive nesse mesmo dilema, correndo atrás do tempo perdido.

Olhei para o meu relógio e já pensei em todos os meus compromissos de amanha e de tudo que perderei com meu atraso. Percebi agora que meu tempo tem sido controlado há muito tempo e mesmo que eu fuja, não haverá como nem onde ir que não precise chegar na hora.

Horas, minutos e segundos que passam como uma bala para alguns e eternidades para outros, e as horas tem o mesmo tempo para todos. O tempo é constante para todos e percebido individualmente, de uma forma unica e normalmente despretenciosa.Comanda nosso crescimento corporal, ignorando nossa mente e espirito, nos arrastando ao desconhecido de cada idade e aos prazeres e responsábilidades exigidos em casa uma.

Quando se pensa assim do tempo é comum dar um nó desagradável no peito seguido pela sensação amarga de ter deixado para trás muitos momentos que deveriam terminar de uma forma mais feliz, talvez um ultimo gozo, beijo ou fora que nunca foram realizados e guardados num lugar escuro e empoeirado do nosso interior está para nos remoer. Deixamos o tempo levrar de nós tantas coisas e sem perceber aceitamos isso como se fosse uma tendencia incontrolável, já que não existe luta quanto ao tempo, ele irá passar, sempre em frente e sem olhar para trás de quem ficou na estação a sua espera.

Multilador de sonhos, abrandador de contendas e companheiro daqueles que se aproveitam de sua capacidade para seguir no outro dia bem. O tempo nos aprisiona nas nossas incapacidades e nos momentos que estivemos atrasados em nossa vida, que poderiamos, deveriamos fariamos se tivesse outra chance.


De tempo ao tempo e ele irá ver quanto há quanto tempo não temos tempo para viver!

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