Acabo de me sentir um canalha por esperar que você se entregasse, sem ao menos resistir, a esses encantos que meus poemas tem. Esperava que no seu retorno, um mundo colorido de beijos e luxúria, mas esses n cabem a ti, pois é discreta como uma música de Cazuza tocando no rádio as 3h40min da manha. De você eu espero apenas educação e beijos sem a minima inspiração, quem sabe talvez se permitir a uma troca de olhares fúlgas que nem irão muito longe.
Entre milhares de intenções que destilamos em nossos toques acidentais, deixamos apenas o que precisava ser dito em segundo plano, para dar o ar de quem esnoba o que quer e prefere viver com o que parece seguro para n ter mais onde se prender. Em outros braços eu me imagino encontrar teus lábios fruto do pecado da traição e em minha imaginação recrio a dança que teu corpo faz assim que te vejo chegar.
A distancia silenciosa que toma nosso romance nem ainda concebido parece digna-lo a algo vindo de Shakespere e dramatiza-lo como algo em torno de Maneco e fazer de mim par seu, seja no Leblon ou em Veneza e seja você Helena ou Julieta conteporânea que me faz querer fugir das revoluções de 69 e apesar do perigo, ir para ruas incomodar os casais ainda primitivos que não se permitem o desconhecido prazer do amor sem toques.
Seguindo o conselho do ex-barão, protejo seu nome em um codinome de pássaro e mesmo que em todas essas linhas torne-se óbvio este singelo segredo, prefiro me reservar. Quem sabe um dia desta flor negra, possa você tomar um gole de meu nectar e dos teus beijos eu me apaixonar...
Mas o destino desse amor é traçado em torno de outras escritura e por isso fadado ao fim sem mesmo poder começar. Como dois amigos e quem sabe nem isso viver proximo ao outro, como o sol e a lua, dando risadas nervosas e admitindo nas entrelinhas o que não deve ser admitido. Como dois tolos que não se dariam por vencidos, pois esse amor proibido não pode ser vivido escondido e como óbvio seria não passaria de ambição para mim e devaneio para você...
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