terça-feira, 21 de dezembro de 2010

conversando sobre a Débora

Era uma perfeita visão: seu corpo por um breve momento entregue plenamente na melodia que guiava seus passos numa dança inrresistivel. Era ela, naquele momento, a pessoa mais bela em toda Zullaman e ouso até dizer que os astros por um instante lançaram seu olhar indiscreto naquela menina discreta que ali se permitia alguns segundos de liberdade.

E eu estava ali, aturdido com a sutileza daqueles passos singelos, que não tinham nem mesmo a intenção de serem nada além de movimentos descompromissados e daí sua beleza. Foi nesse momento que entendi o segredo dela, a pura simplicidade. Ela não precisa de maquiagem pra chamar atenção e nem mesmo usa artifícios pretenciosos pra ser notada no meio em que está. Sutil e discreta pode chegar e sair sem causar o furor exagerado de outras damas, mas quando está num lugar faz sua presença ser marcante ao ponto de que quando se vai, cause saudade.

Não é de sorrir ou abraçar mas quando o faz prova que guarda esses pequenos detalhes para quem merece e não simplesmente os distribui como santinhos em tempo de eleição. Sua simpatia esta nas palavras normalmente francas e duras, não em carícias falsas e discursos demagógicos.Não precisa desses artifícios, pois não está ávida em se encaixar em algum lugar, não deseja ser aceita em lugar nenhum por ser alguem diferente de ela mesma.

Nos livros encontra os romances que nunca se permitiria com vampiros apaixonados e intrigas supreendentes, capazes de arrancar suspiros de amor e a levarem tão distante de seu quarto que por um momento até aceita o fato do amor poder toca-la e não precisar mais usar essa armadura fria que costuma usar para não se envolver.

Aos meus olhos ela é essa menina que me encanta e fez de mim um admirador apaixonado, que por isso sou suspeito a falar posso estar tornando-a mais bela que realmente parece. Mas mesmo que meu texto a pinte com cores mais belas e não tornei-e seus defeitos, acho que não estou tão distante da realidade e da Débora que existe no mundo real. Mas caso eu tenha exagerado, desculpe, mas estou usando a licença poética que todo escritor, louco ou apaixonado tem direito quando descrevem sua musa inspiradora.

Que esse meu regalo seja para ela um motivo para corar e sorrir ou ao menos para entender o meu ponto de vista tão torto.

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