Cruzando o tempo de uma vida, eu me perdi num curto espaço de tempo, onde tive em meus braços a forma tão vaidosa do desejo. Foi ela a minha primeira mulher de verdade, tendo todos os atributos de mãe, que tornaram meu bem querer quase um desejo de Édipo, pois era impossível não negar o fato que era dela o meu corpo e minha vontade de menino.
Nana me hospedou em seu caís musical para que eu me deleitasse dos romances que ela cantava em meu rádio, mas na boca desta mulher eu pintei o azul do céu e deixei que ela imprimisse em minha pele as suas marcas de onça pintada que eram ao mesmo tempo tão doces e tão vorazes, dando ao ato um tom bem menos profano que minhas palavras podem descrever.
Nos teus braços me senti entregue no sabor das ondas tranquilas, como se não precisasse de paixão para ser feliz, mas daquele sentimento estranho chamado amor, que não te exige e nem te machuca, mas te preenche com uma alegria estranha ao ver apenas o sorriso ou sentir o toque tão doce ou até selvagem da mulher que ali está. Enquanto os críticos se perguntam por que eu não falo do seu sexo, apenas digo que com ela, não é sexo em si, mas uma coisa entre isso e aquilo que eu e outros poetas tanto descrevemos.
Não sou mais um poeta tão bom por que esse amor tem implicações jurídicas em meu ser tão grandes que cato palavras e camuflo outras tão certas e que não caberiam numa relação mais madura, apenas em surtos adolescentes tão perigosos para nosso segredo de Estado. Já que os olhos tão recriminadores parecem me crucificar como um pecador, deixo apenas um olhar para o por do sol no nosso caís particular, onde posso ser teu e você por um momento ser de alguém além de si mesma.
Claro que falo de olhos, palavras e outras coisas, quero te dizer que não quero mais ser discreto em tua presença ou abafar meus poemas com palavras de Nana ou qualquer outro Caymmi ou Lins. Quero te amar, te tocar e fazer uma farra particular contigo, apenas enquanto não nasce o sol do dia em que você vai para sua casa.
terça-feira, 30 de abril de 2013
segunda-feira, 1 de abril de 2013
there is a light that never goes out
Um dia ela me disse que a menina pura agora fuma e gostava de foder, sentir o pau na buceta e sentir arder. Nesse dia eu remoí, excitei e gozei dentro da esfera paradoxalmente quadrada que é meu viveiro de mentiras propositalmente bem feitas
De tão perplexo com o conto de fadas que amadurecia em minha frente, corri atrás de meu reflexo que minha memória costumeiramente chama de pai e lá me deparei com mais sexo sem o uso de meu pau, tornando-me mais um admirador de surubas suburbanas cheia de cabelos com Koneles e belas Beyoncés, tão descomplicadamente vulgares que inclinei meu rosto para o lado e vomitei mais um desses textos piegas.
Foi isso, nessa noite a maconha e o sexo tomaram meu sono e saliva causando-me um asco viral que entorpeceu todo meu corpo até me tornar o herdeiro de uma timidez patológica. Eu me vi enlouquecido por desenhar em sombras as fumaças do baseado e o contorno do ânus branco de minha valkiria, que eu pretendo penetrar no caminhar de cinco luas cheias em meu céu estrelado.
Cheio da religião que não é aceita em Portugal e dos teus mitos de homens deformados e gigantes de gelo, aproximei meu joelho de um lugar que me aceite como rei e não servo, mas apenas me deparei com outra Vanessa louca que ouve vozes em sua cabeça e me diz em tom tão nacionalista: Tem uma luz que nunca se vai. Me apanho apavorado e descubro que é de Morrissey que temo, pois ele me aponta os erros de Willian, perdoa Jesus e ainda abre seus braços para que eu peça sem pensar no que eu mais desejar.
Os pontos e virgulas incertos dessa oração tão imprudente que cantarei ao teu ouvido enquanto te chupo, te fumo e te como, apenas para esquecer o ciúmes ocasional que tenho do Douglas que agora repousa seu membro onde costumava ser minha gruta. Um mundo todo para me esconder e fantasiar enquanto sou tomado por todas as drogas, já que do pó viemos a ele recorreremos quando a realidade não comportar amigos do inferno e outros tantos milhonários do baú e seus conselhos sombrios, que mordem uns aos outros enquanto aquela luz eterna brilha iluminando nossas imperfeitas agonias de adolescentes aos vinte e poucos anos.
De tão perplexo com o conto de fadas que amadurecia em minha frente, corri atrás de meu reflexo que minha memória costumeiramente chama de pai e lá me deparei com mais sexo sem o uso de meu pau, tornando-me mais um admirador de surubas suburbanas cheia de cabelos com Koneles e belas Beyoncés, tão descomplicadamente vulgares que inclinei meu rosto para o lado e vomitei mais um desses textos piegas.
Foi isso, nessa noite a maconha e o sexo tomaram meu sono e saliva causando-me um asco viral que entorpeceu todo meu corpo até me tornar o herdeiro de uma timidez patológica. Eu me vi enlouquecido por desenhar em sombras as fumaças do baseado e o contorno do ânus branco de minha valkiria, que eu pretendo penetrar no caminhar de cinco luas cheias em meu céu estrelado.
Cheio da religião que não é aceita em Portugal e dos teus mitos de homens deformados e gigantes de gelo, aproximei meu joelho de um lugar que me aceite como rei e não servo, mas apenas me deparei com outra Vanessa louca que ouve vozes em sua cabeça e me diz em tom tão nacionalista: Tem uma luz que nunca se vai. Me apanho apavorado e descubro que é de Morrissey que temo, pois ele me aponta os erros de Willian, perdoa Jesus e ainda abre seus braços para que eu peça sem pensar no que eu mais desejar.
Os pontos e virgulas incertos dessa oração tão imprudente que cantarei ao teu ouvido enquanto te chupo, te fumo e te como, apenas para esquecer o ciúmes ocasional que tenho do Douglas que agora repousa seu membro onde costumava ser minha gruta. Um mundo todo para me esconder e fantasiar enquanto sou tomado por todas as drogas, já que do pó viemos a ele recorreremos quando a realidade não comportar amigos do inferno e outros tantos milhonários do baú e seus conselhos sombrios, que mordem uns aos outros enquanto aquela luz eterna brilha iluminando nossas imperfeitas agonias de adolescentes aos vinte e poucos anos.
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