sábado, 13 de novembro de 2010

Conversando sobre aquela que veio na chuva de terça

Eu estava relembrando do seu rosto úmido por uma paixão terminada e pensei que ele deveria estar num quadro que iluminasse meus dias assim como o sol faz todas as manhas para livrar-me da apatia.Como pode ser tão bela e ao mesmo tempo tão triste a cena em que seu rosto se nubla em lágrimas enquanto conta pra mim de seu antigo amor.

É errado, eu sei, desejar seus beijos como eu desejo e ainda mais pensar que eu posso ser teu por inteiro e com láscivia deixar teu rosto ruborizado, não de dor ou incerteza, mas de tesão puro e simples. Me sinto com vergonha cada vez que a seta em mim aponta para você como um alvo, porém não consigo negar que é a forma do meu corpo mostrar como te deseja.

Ainda sonho em carinhar-te e te olhar adormecer como numa música qualquer da Vanessa da Mata, mas imploro que não me tenha como um principe encantado, já que posso partir bem com o vento e me aventurar pelas coxas virginais de uma adolescente. O que posso prometer é que no curto tempo em que estivermos juntos serei teu e de mais ninguem e no momento que nossos corpos forem um, serei apenas você.

Me encare como um Don Juan ou algum Casanova sem escrúpulos, pois não cai bem em mim a alcunha de Romeu apaixonado e suicida. Sou mais para Dick Tracy e seus casos misteriosos e loiras de vermelho com pouco tempo para viver e muito ainda para contar ou o malandro da lapa que tem a boemia como sua amante e da cerveja sua conselheira.

Não espere de mim a capacidade de realizar teus sonhos, pois só sei te mostrar o infinito. E nem me culpe por meus textos parecerem tão pretenciosos e agressivos, mas falo de volúpia neles e não de romances. Apenas peço que aceite esse meu louco querer e deixe que ele dure o tempo que tiver que durar e nem um dia a mais. Aceite isso como prova de uma paixão vulgar e não tenha medo, pois apenas começamos a idealizar... ainda vai faltar muito para acontecer...

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