Por ele
Nunca é facil explicar como essas coisas acontecem, pois nunca é planejado e por mais que seja, nunca sai como deveria parecer. Eu nunca soube se foram os franceses ou os holandeses que criaram o termo para sexo a três, mas tanto faz já que ambos os povos tem o hábito sexual bem apurado e isso nesse momento não passa de informação pra passar o tempo. Nem o cigarro ou o filme pornô que estou assistindo me acalmam, ouço o barulho do chuveiro e percebo que ela já está pronta.
Podem me considerar um pervertido perdido em minhas idealizações, mas só quem experimenta os limites do sexo sabe da sensação que estou falando. É puro prazer quando se permite a conhecer todos os tipos de toques na cama e quando não se tem mais para onde ir, você inova. Uma hora, acredite ou não, o sexo irá cair na rotina e todas as variações a dois tornam-se previsiveis e a alternativa é arriscar e eu estou aqui, pondo na mesa uma aposta tão alta que eu não se se posso cobrir.
Ela acha que mais um na cama pode ser excitante e mesmo tendo medo do que aconteceria depois, pelo fato de por mais um em nossa cama criaria um clima de traição exposta no ar, mas a tranquilizei dizendo que era normal e não passava de sexo, foi a primeira vez que eu menti. Sim, estou morrendo de ciúmes nessa situação e a cada instante penso que poderia não estar aqui, participando disso, que deveria tirar minha mulher daquele banheiro e nos bandiarmos para outro lugar, só nós. Aparentemente é o que eu deveria fazer...
Ele tem dezenove anos, alguns anos a menos que ela e seu membro rigido, dizem lembrar o de um cavalo ou algo assim. As duvidas da adolescência voltaram a minha cabeça, pois não sabia se o meu seria suficiente para satisfazer a minha mulher novamente. E se ela quisesse agora só daquele pau envergado viver os seus momentos de prazer na cama? Eu me sentia um menino inseguro e ao mesmo tempo excitado com um mundo de possibilidades que ali se erguiam...
Quando ela saiu do banho aconteceu o óbvio, afinal ainda se trata apenas de sexo, queira eu ou não vai ter uma parte mecanica em que pau e buceta vão se encontrar e o resultado tende a ser o mesmo: Um gozo fantástico. E quando o sexo tem mais de um pênis, a unica coisa que muda realmente são os toques, já que a mulher parece um banquete diante de esfomeados. As bocas procuram os pontos eróginos e fazer de lá sua nova morada, para arrancar mais e mais suspiros da mulher. O sexo é mais cooperativo, sendo o real objetivo causar na mulher um extase que inundaria o quarto. Quando terminamos tudo está daquele jeito de sempre, meu corpo servindo de apoio para ela, que está exausta enquanto o jovem demonstra uma excitação que aos poucos vai morrendo com os movimentos lentos de sua mão.
Aos que esperam os detalhes cabeludos dessa noite, eu digo que isso é intimo demais para ser falado ou escrito num blog, mas o auq equero que fique resgistrado aqui é que não é um prazer para todos, algo a três, pois precisa de quimica e sabedoria, além de respeito e compreensão, mas toda transa precisa, seja ela a dois, três, quatro...
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Conversando sobre Pã
Caminhando um dia pela selva de pedra greco-carioca avistei ao longe algo que se parecia com um homem com pernas de bode e roupas de playboy. Era Billabong, lingua afiada como uma lâmina de bronze e muitas ninfas ao seu lado. De fato não era bonito como Apolo e nem forte como Hércules, mas astucioso e brincalhão, talvez até mais que eu. Ama a bebida dos piratas e até já foi visto com uma prancha, mas em tempos passados.
Seus olhos no inicio procuravam a diversão e o prazer com os seus irmãos, deuses como ele, sentados no playground do Olimpo. Se nos encontrassem nesses dias, veriam nós Deuses mais inconsequentes e cheios de si, brincando de sermos outras pessoas só para passar o tempo. Eram violões e paqueras, dias de praia e arco íris e os deuses mudando de nome: Pã assume a alcunha de Loki, deus da travessura numa versão séria e sombria, criando um paradoxo na própria existencia desse deus sátiro que comigo caminhava.
De certo esses dias passaram como areia no vento e não podemos aproveitar, agora a margem do armagedon, vejo um Pã acompanhado com uma ninfa que faz ele se inflar de orgulho e deixar sua lingua de bronze dominada com o veneno do deboche. Os deuses que caminhavam conosco migraram pra vida real, preferindo parar de fingir serem outras pessoas para atuar feito pessoas normais e os novos homens disfarçados de divindades degladeiam por mulheres que não valem a pena, alguns dando rasteiras e outros entregando seus braços para mordida de mulheres delirantes.
Mesmo que isso possa parecer um grande surto de mais um infectado com a doença dos sonhadores, que preferem trocar o mundo real pelo mundo alternativo, eu posso dizer que em todas as minhas fugas, a mais alucinante foi encontrar como companheiro de caminhada um sátiro debochado e orgulhoso, as vezes meu irmão e noutras vezes age como se fosse minha mãe. Tem dias até que me protege e me jura porradas pra em outros me olhar com cara de quem fez merda e falar que parecia uma boa idéia.
O desastre é seu companheiro mais fiel, quase nunca o abandonando, criando uma aura de comédia e ironia para todos que a seu lado. E não nego que eu, senhor das uvas, sou um admirador desse baixinho nervoso que tenho o prazer de chamar de irmão!
Seus olhos no inicio procuravam a diversão e o prazer com os seus irmãos, deuses como ele, sentados no playground do Olimpo. Se nos encontrassem nesses dias, veriam nós Deuses mais inconsequentes e cheios de si, brincando de sermos outras pessoas só para passar o tempo. Eram violões e paqueras, dias de praia e arco íris e os deuses mudando de nome: Pã assume a alcunha de Loki, deus da travessura numa versão séria e sombria, criando um paradoxo na própria existencia desse deus sátiro que comigo caminhava.
De certo esses dias passaram como areia no vento e não podemos aproveitar, agora a margem do armagedon, vejo um Pã acompanhado com uma ninfa que faz ele se inflar de orgulho e deixar sua lingua de bronze dominada com o veneno do deboche. Os deuses que caminhavam conosco migraram pra vida real, preferindo parar de fingir serem outras pessoas para atuar feito pessoas normais e os novos homens disfarçados de divindades degladeiam por mulheres que não valem a pena, alguns dando rasteiras e outros entregando seus braços para mordida de mulheres delirantes.
Mesmo que isso possa parecer um grande surto de mais um infectado com a doença dos sonhadores, que preferem trocar o mundo real pelo mundo alternativo, eu posso dizer que em todas as minhas fugas, a mais alucinante foi encontrar como companheiro de caminhada um sátiro debochado e orgulhoso, as vezes meu irmão e noutras vezes age como se fosse minha mãe. Tem dias até que me protege e me jura porradas pra em outros me olhar com cara de quem fez merda e falar que parecia uma boa idéia.
O desastre é seu companheiro mais fiel, quase nunca o abandonando, criando uma aura de comédia e ironia para todos que a seu lado. E não nego que eu, senhor das uvas, sou um admirador desse baixinho nervoso que tenho o prazer de chamar de irmão!
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