sábado, 22 de junho de 2013

Desabafo


Eu estou aqui, diante de tudo que cai, longe de tudo que faz sentido, talvez até um tanto ferido e definitivamente perdido. Foram tantas as mulheres na minha cama e as mentiras que eu contei, as bocas que eu beijei e os segredos que formentei só para ter a impressão de liberdade estonteante que os romances me causavam, enquanto eu me perdia no ápice de sua despedida sem um beijo.

Não desejo luxo ou lixo, mas gozar essa noite teria sido bom, pois não sei ouvir seus elogios tão camuflados em clarezas e jogos de azar, mas aos teus orgasmos eu indentifico com uma maestria pessoal, como um artista vê uma obra de arte.

É clara a baixaria que se encontra em minha lingua afiada pelo metal da luxúria incandecente que desce aos céus toda vez que sinto o arrepio de sua pele ao encontrar o toque tremulante dos meus dedos que em inveja por não terem sido os primeiros a navegar em tua gruta chamada de vagina.

A mórbida sensação que teu silêncio cor de pessêgo me causa, traz na memória o desconforto que senti diante de tua grandeza quando mostrou-se uma mulher em que eu não podia confiar, já que em tuas notícias existiam a capacidade de maquiar os fatos, bem como maquia a intenção e o propósito.

Desejava mais afagos de doces palavras  tua boca mistério, mas ao invés de ajoelhar eu me rebelo contra o cortejo de Vinícius, que me diz os segredos de como ter uma mulher e não só a sombra de um espinho doloroso que recorre ao sárcasmo para destilar teu desejo infame em desprezar o macho que te toma por audácia tua moral e a fode.

Em término de festa digo que todo amor arde como o coração de um irlandês, mas se é duradouro ninguém sabe ao certo, pois tudo que temos entre a maquiagem de tuas omissões e a expectativa de Toquinho, são palavras repetidas até mesmo pelo papagaio careca que ostenta como seu amigo em dias de véspera.




sábado, 1 de junho de 2013

O meu mundo

 Imaginem aquela pele macia que gosta de acariciar, a lua e o vinho acompanhados da boca seca pelo desejo de possuir o próximo, num surto de unhas e dentes desesperados por compreensão mútua na carne da presa. O puro sexo, sem a poesia da Cidade dos Anjos, mas com o sabor de uma volta em Paris no outono, em um quarto apertado ou entre os lençois de seda do mirante que brilha no horizonte, numa noite tão envolvente.

Em minha vida eu me embebedei com as cascatas do néctar libidinoso das vaginas que se abriram pra mim e as fodi com todo o vigor que eu poderia e me desculpem os mais conservadores, mas sempre acreditei que a função do sexo eram gozos e sussurros bem projetados e quem sabe o que viria em seguida, mas ao amor nunca deixei de debitar meu apreço por ele, podendo ter amado a minha maneira cada uma das mulheres com quem dividi meus imorais desejos e a vida foi por uma década prazeres, sussurros e gozo deixando impresso pelo corpo os autógrafos de minhas musas, todas tão traiçoeiramente belas em seu gênero e como eu as amei, por um profundo momento.

Seus nomes ainda estão em minha mente e algumas ainda frequentam minha memória nas noites de solidão em que me possuio em sua intenção, sem vergonha de admitir meus atos infames ou até mesmo os atos honrados que mostravam os erros apagados e os desejos semi mortos, iluminando todo o mortuário das declarações rasgadas pela sua fúria. Eu as amei e as desamei, reaprendendo sobre o futuro e amargando um templo de solidão comum aos que tem fraco em vaginas diferenciadas.

Hoje vejo que amo e que amei mais que imaginava e resisti bem menos do que os loucos expeculam, mas o que importa não são as lágrimas, pois essas secam e secaram através dos anos e em cada amor que eu vivenciava, mas os sorrisos e os dias em que vimos filmes juntos ou por telefone ou das brincadeiras e músicas que só funcionam com nossa voz e mãos, tudo isso resume em si o meu mundo e meus amores. Agora tenho um nome gravado como tatuagem em meu peito e sei que como outros ele irá lá permanecer até o fim dos meus dias.

E se especula sobre o vazio dos outros amores e para onde meus olhos apontam nesse momento, digo que ainda sou o mesmo e ainda sinto o vazio, mas ele se preenche a cada segundo em que faço sexo, amor ou fodo com força. Esse é o segredo, amar o que tem para ser amado e não mais esperar do sexo, pois dele só tem que ser bom ou o melhor, depende do seu potencial.