sábado, 23 de abril de 2011

Conversando sobre a familia, parte 2

Estamos todos reunidos em volta da mesa, apreciando uma boa carne e bebendo um nectar amarelado que sai da cevada, deixando o tempo correr pelos dedos e seguir seu curso. Não somos mais que marionetes do destino que ali, ensenam mais uma peça da vida, na qual sorrimos, bebemos e esquecemos que amanha está chegando como um lobo solitário e esfomeado, com dentes de aço pronto para devorar nossas expectativas de um futuro feliz.

Certamente os criticos vão dizer que eu tenho uma visão pessimista e que temos sempre o amanha para recomeçar, mas eles esquecem que a constancia do universo, que faz com que os corpos se atraiam acaba por fazer eles se repelirem em um determinado momento. Num segundo aquilo que era garantido some e nem os irmãos de armas estam mais ali, restando somente na fotografia a memória dos mesmos e marcado na pele os momentos de risos e de lágrimas compartilhados.

Alguns podem duvidar, mas nada fica para sempre do jeito que imaginamos e para conseguirmos continuar as vezes precisamos deixar as coisas rolarem, como um rio faz com suas aguas e aceitar que o que fica são as memórias, mas os amigos eles vão e nem sempre voltam...

Para quem puder entender a sutileza do que eu digo, aplausos e para os que não aceitarem meu ombro consolador os aguarda. Mas entendendo ou não, superando ou não eu vos digo que essa é a maior das dificuldades da vida: se despreender!

Dedicado para minha familia... Irmãos, onde quer que estejam, estaremos sempre juntos!!!


 

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Conversando sobre o sexo frágil

Torna-se um homem, feito de nada como todos nós, com as ambições vindas do tempo de menino e o corpo recém formada da extinta puberdade. A fase da bronha acabou e estamos entregues ao mundo das infinitas possibilidades, onde não terá mais a mão guia dos pais para dizer que voce vai ser. O mundo se abre como uma vadia abre as pernas e lhe oferece todos os preciosos prazeres de suas entranhas.

Alguns vão para as drogas e outros para a crença e na maioria das vezes alguns ficam no meio do caminho entre o homem e o menino que sempre foram, tentando encontrar em seios diferentes alguem para acalentar suas necessidades e sonhos quebrados. Alguns são guerreiros que despertam as cinco da matina e matam um leão por dia para devolver em recompensa todo o esforço dos que o apoiam no sossego do seu lar e que no fim do dia afagam suas costas e beijam sua boca molhada com ternura. Esses guerreiros, homens e meninos são tão fortes e tão frágeis, pois capazes de erguer concreto com as costas e desafiar a gravidade, diante da maternidade se sentam aturdidos e balbucios diante do milagre da vida.

Sem exagero, digo que desde o mais bruto ao mais gentil, todos os homens carregam sobre si o peso de todas as espectativas do mundo, pois um homem precisa por uma fêmea de quatro e homem que é homem de verdade não é bancado pelos pais. Um homem de verdade fode quem ver pela frente e de forma responsável segue sua vida se lembrando dos dizeres dos que vieram antes e trilharam o mesmo caminho tortuoso e másculo.

Diante de tudo que o mundo pode apresentar eu me vejo como um barco sem rumo no mar, pois como homem, macho e intelectualmente pensante tenho que representar os meus genes superiores e guiar minha familia para o progresso. Essa é a fábula de Marvin, pobre e criança que teve todo o destino de seu pai, um homem que fez o seu melhor. Somos desde de nossa concepção feitos para ser mais fortes, mais resistentes e mudar o mundo. Tanta responsabilidade nem sempre pode ser compensada e diante do fracasso, as turbas nos chamam de fracos e deficientes. Mas talvez sejamos apenas um sexo fragilizado e rotulado por bem mais que podemos compensar... ou talvez isso seja só uma desculpa.